Por que Lee Jun-hyuk passou a apostar na loteria toda semana

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Fonte da notícia: Notícias Veja Notícias Veja

Para interpretar um ganhador da loteria, Lee Jun-hyuk decidiu tentar a própria sorte. Durante as gravações de Uma fortuna qualquer, comprou bilhetes todas as semanas, mas conseguiu apenas 5 mil wons.

No K-drama da Viki, seu personagem, Gong Eun-tae, tem um destino bem diferente: recebe 1,3 bilhão de wons quando está exausto do trabalho: e, ainda assim, continua na empresa. Em entrevista exclusiva à coluna Giro pelo Oriente, de VEJA, Lee Jun-hyuk, Seo Hyun-woo e Oh Dae-hwan falam sobre as ambições, as inseguranças e os laços entre colegas que atravessam a história.

Lee explica por que o dinheiro permite a Eun-tae demonstrar uma coragem que já existia. Os três também relembram os bastidores da produção e comentam a repercussão de seu trabalho entre os fãs brasileiros.

Continua após a publicidade O prêmio torna Eun-tae mais corajoso ou apenas diminui seu medo das consequências?

Lee Jun-hyuk: Acho que ter uma rede de segurança permitiu que ele encontrasse coragem. Ter uma espécie de seguro emocional diminuiu seu medo e, graças a isso, o núcleo sólido que Eun-tae já tinha em relação ao trabalho pôde vir à tona.

Por isso, acredito que ele não tenha se tornado mais corajoso, mas, sim, passado a ter condições de demonstrar sua coragem. Continua após a publicidade

Eun-tae continua trabalhando porque o prêmio não é suficiente ou porque é difícil abandonar a identidade profissional que construiu? Lee Jun-hyuk: Acho que existe um pouco das duas coisas, mas considero que a responsabilidade e o carinho pelo trabalho são os fatores mais importantes.

Um bilhão e trezentos milhões de wons é uma quantia um pouco insuficiente para mudar completamente a vida de alguém, e o trabalho precisa continuar, além de ele ter que cuidar dos colegas de equipe. Assim como continuamos fazendo algo quando gostamos daquilo, mesmo diante das dificuldades, acredito que Eun-tae é alguém que mantém uma base sólida de dedicação ao trabalho e segue em frente mesmo depois de ganhar dinheiro.

Oh Dae-hwan: Não seriam as duas coisas? Afinal, não é fácil abandonar algo que fazemos constantemente, quase por hábito. Continua após a publicidade

O que vocês mais gostaram nos personagens e qual foi o aspecto mais desafiador para compreendê-los? Seo Hyun-woo: Achei muito cativante a personalidade de alguém que, quando se trata de proteger sua equipe, não hesita em fazer ou dizer o que for necessário.

Ainda assim, alternar entre a seriedade e o humor é algo que sempre representa um desafio. Oh Dae-hwan: O que achei mais interessante é que, embora o personagem pareça estar fazendo coisas um tanto ruins no roteiro, quando assistimos à série pronta, o público pode pensar: “Se eu estivesse naquela situação, talvez também agisse assim”.

Acho muito interessante que as pessoas consigam compreender suas atitudes, pelo menos até certo ponto. Continua após a publicidade

A série mostra competição, amizade e pequenas rivalidades no trabalho. Vocês também criaram brincadeiras ou piadas internas durante as gravações?

Lee Jun-hyuk: Há uma cena imaginária em que Eun-tae ganha na loteria e vai até o escritório. Lembro que, naquela ocasião, todos atuaram como se estivessem participando de uma competição de improvisação.

Quando o Hyun-woo hyung virou os olhos para trás e desmaiou, todo mundo caiu na gargalhada. O Dae-hwan hyung viu aquilo e disse que era trapaça.

Lembro que todos se divertiram muito durante as gravações. Seo Hyun-woo:  Esta cena em que Gong Eun-tae, em sua imaginação, vai à empresa para se vingar, foi muito divertida.

Começou uma competição de improvisação, com cada equipe fazendo suas próprias reações de espanto, começando pela Equipe 1, que ficava perto da entrada. Como éramos a Equipe 5, as equipes anteriores já tinham usado praticamente todos os tipos de reação possíveis, e nossas ideias estavam se esgotando.

Enquanto isso, as expectativas do diretor só aumentavam. Não querendo ficar para trás, pensei: “Não, isso não pode acabar assim!”, revirei os olhos e desmaiei.

Todo mundo caiu na gargalhada. Assim que o diretor gritou “Corta!”, Eun-tae veio correndo me abraçar.

Era uma gravação de madrugada e todos estavam exaustos, mas mesmo assim passamos aquela noite rindo, gritando e nos divertindo durante as filmagens. Fico pensando se algum dia da minha vida voltarei a viver uma noite como aquela.

Continua após a publicidade Oh Dae-hwan: Mais do que um episódio específico, acho que foi o fato de os atores e o diretor se conhecerem muito bem e terem uma relação próxima.

Acabávamos criando coisas juntos no set, de acordo com as características de cada personagem, e acredito que esses elementos tornaram a história ainda mais realista. Há algo nos personagens que o público só compreenderá plenamente ao assistir à série até o fim?

Seo Hyun-woo: Acho que, ao longo da série, o público poderá compreender melhor que a vontade de Yang Jun-ho de ser promovido não nasce simplesmente da admiração ou da ambição, mas de sua competência profissional e de uma confiança fundamentada em suas próprias capacidades. Espero também que as pessoas entendam melhor o que significa o sentimento de pertencimento, quase como o de uma família, e o romantismo que Yang Jun-ho sempre quis experimentar enquanto trabalhava na empresa.

Oh Dae-hwan: A determinação desesperada de conseguir algo? E também o lado humano que existe por trás disso? Qual foi o momento mais curioso ou inesperado das gravações?

Lee Jun-hyuk: Como queria entender o que Eun-tae sentia, comprei bilhetes de loteria todas as semanas durante as gravações. Mas tudo o que consegui ganhar foram 5 mil wons.

É uma pena, porque, se eu realmente tivesse ganhado o prêmio máximo, teria saído uma notícia engraçadíssima dizendo que ganhei na loteria enquanto trabalhava nesta série. Se pudesse trocar de papel por um dia, quem gostaria de interpretar?

Oh Dae-hwan: Gong Eun-tae, é claro!  Como vocês se sentem ao saber que os fãs brasileiros acompanham seu trabalho e desenvolvem uma conexão tão próxima com os artistas?

Lee Jun-hyuk: Acho isso realmente fascinante e sou muito grato. Minha rotina se resume a trabalhar e assistir a filmes, então ainda não consigo acreditar completamente que meu trabalho chegue a um lugar tão distante e passe a fazer parte do dia a dia de alguém.

Isso me faz pensar que preciso me esforçar ainda mais. Seo Hyun-woo: As reações dos fãs de outros países me fazem sentir uma grande responsabilidade e um senso de dever em relação ao meu trabalho.

Sou muito grato por isso e gostaria muito de visitar o Brasil, nem que fosse para uma gravação. Oh Dae-hwan: Fico muito feliz, mas ainda não consigo acreditar que seja verdade… Se algum dia nos encontrarmos, não deixem de vir falar comigo, hein?

Você já teve contato com fãs brasileiros ou ouviu histórias sobre como eles acompanham os K-dramas? Oh Dae-hwan: Ainda não… 

O que passa pela sua cabeça ao saber que uma de suas produções será lançada para o público brasileiro? Oh Dae-hwan: Eu  ainda não consigo acreditar que isso esteja acontecendo…

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Publicação Original Notícias Veja veja.abril.com.br
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