Por que Eduardo Bolsonaro saiu do Brasil? Ex-deputado mora nos Estados Unidos desde 2025

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Com ida de Flávio para os EUA, dúvida sobre Eduardo começou a crescer nas redes A ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos nesta quarta-feira (28), após perder as eleições de 2026 e ter os passaportes apreendidos, foi indicada pelo seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que mora no país norte-americano desde 2025.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro disse que caso Flávio perdesse as eleições, ele deveria deixar o país. A fala foi feita durante uma transmissão nas redes sociais, no dia 23 de outubro.

A fala de Eduardo serviu de embasamento para que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pedisse para que Flávio entregasse seus passaportes comuns e diplomáticos. Como ele não entregou, os documentos foram cancelados.

O ex-deputado se mudou para os Estados Unidos em 2025, em busca da anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) perder as eleições de 2022, Eduardo reforçou seu relacionamento com líderes conservadores de outros países.

Um dos laços mais fortes é com o presidente dos EUA, Donald Trump, eleito em 2025. Em fevereiro de 2025, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou Bolsonaro e outros aliados por tentativa de golpe de Estado.

Eduardo não estava entre os denunciados, mas disse que permaneceria nos EUA em busca de apoio para o pai e condenados pelos ataques do 8/1. Em março de 2025, após pedir afastamento da Câmara dos Deputados, o ex-senador falou que temia ser preso caso retornasse ao Brasil.

Ele também cogitava pedir asilo político nos EUA. Ele também passou a defender sanções contra ministros do STF, para que autoridades brasileiras recuassem em relação aos processos envolvendo Jair Bolsonaro.

A atitude de Eduardo fez com que Moraes abrisse uma investigação contra o ex-deputado, para apurar suspeitas de obstrução de investigação, coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Mesmo com o fim da licença parlamentar, que durou até maio de 2025, Eduardo Bolsonaro continuou nos EUA, faltando às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.

Isso fez com que ele perdesse o mandato em dezembro de 2025. Em julho de 2025, Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e aplicou a Lei Magnitsky contra Moraes e sua esposa, Viviane Barci Mores.

Na época, Trump disse que as medidas foram tomadas porque o ministro do STF estaria fazendo uma perseguição contra Jair Bolsonaro e ferindo a liberdade de expressão, em relação ao bloqueio da plataforma X e remoção de conteúdos nas redes sociais. Eduardo foi apontado como um dos articuladores das medidas tomadas pelos EUA.

Em junho de 2026, Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF, pelo crime de coação no curso do processo, no âmbito do caso iniciado em maio de 2025. A pena foi fixada em quatro anos e dois meses de reclusão, inicialmente em regime semiaberto, e pagamento de 50 dias-multa.

Com a condenação, ele se tornou inelegível por oito anos e perdeu o cargo público de escrivão da Polícia Federal. A defesa tentou recorrer da decisão, mas o pedido foi rejeitado pela Primeira Turma do STF.

Nos EUA, Eduardo chegou a receber um green card na categoria EB-1A, para pessoas com habilidades extraordinárias. Camila Eloisa é jornalista em formação, integrante do Núcleo Nacional do ND Mais, e escreve sobre o que há de mais importante no Brasil e no mundo.

Produz matérias de utilidade para o cotidiano dos leitores, envolvendo serviços, prazos, economia, política e segurança, unindo últimas notícias e informações qualificadas. Estudante da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), trabalha na área desde 2021 e teve passagem por assessoria de comunicação e pela Rádio Udesc FM, onde foi locutora e repórter.

Já participou da cobertura das enchentes em Santa Catarina, em 2023, e do podcast "Além das quatro linhas", premiado na Expojor (Exposição de Pesquisa e Produção Experimental em Jornalismo), da UFSC. Também acumula experiência em produção executiva e montagem de documentários.

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