Uma plataforma de petróleo com 115 pessoas a bordo afundou na noite de sábado, por volta das 20h30, na costa do Gabão, na África Central. O acidente com a Prospector 5, operada pela empresa Borr Drilling, deixou ao menos um tripulante morto, segundo fontes ouvidas pelo jornal britânico The Sun.
As informações sobre o número de desaparecidos divergem: fontes citadas pela publicação apontam quatro pessoas, enquanto o governo gabonês informou que cinco continuam desaparecidas. Imagens gravadas por uma embarcação próxima mostram a estrutura inclinando-se antes de desaparecer no mar.
Tripulantes com coletes salva-vidas aparecem correndo pelo convés, enquanto botes de emergência se afastam da plataforma. As operações de busca e salvamento continuam com apoio da Marinha nacional.
Veja: Investigação apura causas do afundamento
Segundo a Borr Drilling, informações preliminares indicam que a plataforma perdeu estabilidade após um incidente durante atividades de pré-carga, etapa de preparação para as operações de perfuração. A estrutura tinha contrato para apoiar os trabalhos da BW Energy na costa gabonesa.
O ministro do Petróleo e Gás do Gabão, Clotaire Kondja, anunciou a abertura de uma investigação técnica. Os sobreviventes foram levados para terra firme e receberam atendimento médico.
Quatro cidadãos britânicos também recebem assistência do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, que confirmou ao The Sun o apoio aos compatriotas no país. — Estamos profundamente preocupados com aqueles que permanecem desaparecidos e com todos os afetados por este incidente — afirmou Bruno Morand, diretor-executivo da Borr Drilling, acrescentando que a prioridade é apoiar as operações de resgate.
A empresa Panoro Energy informou que a produção foi interrompida. Até o momento, não há relatos de vazamentos de substâncias nocivas no oceano, mas equipes de resposta à poluição foram mobilizadas para proteger o litoral e o Parque Nacional de Mayumba, nas proximidades.
Construída em Xangai, em 2014, a Prospector 5 já havia operado no Mar do Norte, próximo à Escócia.
O Globo