A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para analisar com urgência a homologação da delação premiada de João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag, administradora de fundos de investimento investigada pelas fraudes do Banco Master.
O documento foi enviado ao STF nessa segunda-feira (25). No acordo de colaboração assinado com a PGR e enviado em setembro ao STF, Mansur se comprometeu a apontar o caminho para os investigadores localizarem cerca de R$ 20 bilhões de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso desde março deste ano.
Além disso, Mansur se comprometeu a explicar como os fundos de investimento foram usados para lavagem de dinheiro. Agora no g1
A PGR pediu urgência na homologação da delação por causa do possível perecimento de ativos — o que significa perda ou desvalorização de ativos financeiros. Esse dinheiro pode ser usado para reparar os prejuízos causados pelos crimes investigados.
Um acordo de delação premiada precisa ser homologado pela Justiça para passar a valer. O juiz analisa aspectos formais do acordo, como a voluntariedade do delator e a legalidade dos benefícios oferecidos.
Banco Central (BC) decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos Reprodução/Instagram
As investigações sobre o Master estavam com o relator André Mendonça, mas desde setembro passaram para a análise de Fachin, presidente do Supremo, devido a divergências e suspeitas sobre integrantes do próprio tribunal. João Carlos Mansur foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em janeiro, na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.
G1