Israel vai às urnas nesta terça (27) em eleição marcada pela guerra com o Irã e disputa acirrada entre Netanyahu e Gadi Eisenkot

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Ao todo, mais de sete milhões de eleitores estão aptos a votar para eleger o novo parlamento do país Nesta terça-feira (27), a população de Israel vai às urnas para eleger o novo parlamento do país.

Ao todo, mais de sete milhões de eleitores estão aptos a votar. As pesquisas apontam para uma disputa acirrada entre as coalizões lideradas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot.

Também participam da disputa os partidos do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett e do ministro de extrema direita Itamar Ben-Gvir. Nas primeiras três horas de votação, o comparecimento chegou a quase 17%, o maior registrado para esse período desde 1981, segundo dados da Comissão Eleitoral Central.

Em 28 de fevereiro, Israel e Estados Unidos desencadearam uma série de ataques contra o Irã. O conflito se estende desde então.

Atualmente, Netanyahu é alvo de um mandado de prisão internacional. O premiê também é o político que ocupou por mais tempo o cargo de primeiro-ministro na história de Israel.

O ataque do Hamas, que matou cerca de 1.200 pessoas e levou ao sequestro de outras 251, em 2023, continua no centro da campanha. Segundo o Instituto de Democracia de Israel, 68% dos judeus israelenses consideram os eventos de 7 de outubro um fator central na definição do voto.

O serviço militar obrigatório também ocupa espaço no debate. A coalizão de Netanyahu depende de partidos ultraortodoxos, que defendem a manutenção da isenção para jovens dedicados aos estudos religiosos.

Eisenkot, que perdeu um filho e dois sobrinhos na guerra em Gaza, prometeu acabar com essas dispensas. Já a questão palestina, apesar da repercussão internacional, teve pouco espaço na campanha.

Netanyahu adotou o slogan “Direita ou Palestina” para acusar os adversários de defenderem a criação de um Estado palestino. Ainda assim, a pauta ficou em segundo plano diante das demais discussões.

Mais de 36 partidos disputam a eleição, mas apenas cerca de uma dúzia deve conquistar cadeiras no Knesset, o parlamento de Israel. Netanyahu, de 77 anos, lidera o partido nacionalista Likud, enquanto Eisenkot, de 66, comanda o centrista Yashar, principal legenda da oposição.

Nenhum partido jamais conquistou, sozinho, a maioria parlamentar, e a formação do próximo governo dependerá de negociações. As informações são do Estadão Conteúdo.

Yasmin Mior é repórter do ND Mais e faz parte do Núcleo Nacional, escrevendo matérias que envolvem política, segurança e saúde, assim como outros assuntos que impactam o dia a dia do brasileiro. Além de trazer previsões do tempo, tem como foco pautas econômicas e sociais em diferentes estados do Brasil.

Jornalista formada pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), atua na área desde 2021 e cobriu eventos de destaque, como as Olimpíadas de Paris 2024 e a posse do Papa Leão XIV. Também está sempre conectada ao mundo da cultura pop, por dentro do que há de novo em filmes e séries, e fez cursos livres de SEO, gestão de mídias sociais e cinema contemporâneo.

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