Lorenzo Pazolini (Republicanos) quer construir um pacto estadual de combate ao feminicídio no Espírito Santo. O “não ao feminicídio”, como definiu o governador eleito durante entrevista para a rádio CBN Vitória, na manhã desta segunda-feira (26), é para salvar vidas.
“Mas não só algo na retórica, no papel ou nas palavras. Um pacto real, verdadeiro, como nós fizemos em Vitória”, garantiu Pazolini.
É trazer a sociedade e dizer: o Espírito Santo não tolera e não aceita feminicídio. Lorenzo Pazolini governador eleito do Espírito Santo
A proposta, segundo Pazolini, é unir toda a sociedade para conseguir formar esse “pacto de não ao feminicídio”. "Como Vitória fez, eu tenho certeza de que é possível fazer no Estado todo”, frisou.
Para isso, o governador eleito pretende pegar o modelo usado em Vitória – e que ele afirma ter resultado em 653 dias sem feminicídio, na Capital – e adaptá-lo para replicar nos 78 municípios, entendendo a realidade de cada um, suas especificidades. E ainda pretende unir instituições, citando o Poder Judiciário, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e a Defensoria Pública (DPES).
Pazolini também inclui o terceiro setor no grupo a ser convidado para o “pacto de não ao feminicídio”, a exemplo de associações, fundações e instituições que já atuam em defesa das mulheres. “Mas falta uma organização.
Eu acho que o papel do governador, com muito respeito a todos que nos antecederam, é vestir essa camisa”, dando a entender que será ele quem fará essa organização.
A Gazeta