Paulo Coelho e Raí aderem a movimento em defesa dos direitos LGBTQIA+ contra volta do clã Bolsonaro ao poder

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O escritor Paulo Coelho, o ex-jogador de futebol Raí, as atrizes Leticia Colin e Alinne Moraes, os cantores Zélia Duncan e Johnny Hooker e a apresentadora dona Déa aderiram ao movimento #AmorIncondicionalAoNascer, que se opõe à volta de um integrante da família Bolsonaro à Presidência da República em defesa dos direitos LGBTQIA+. As informações são da coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo.

Articulada pelo cineasta Fernando Grostein Andrade, diretor do filme “Quebrando o Tabu”, a iniciativa busca mobilizar pessoas em torno da proteção dos direitos civis e das liberdades individuais. Paulo Coelho e Raí já se comprometeram a gravar vídeos para a campanha.

O movimento começou com um depoimento de Marta Dora Grostein, mãe de Fernando e do apresentador Luciano Huck. Professora universitária, ela declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como forma de apoiar o filho.

No vídeo que deu início à mobilização, Marta relatou as ameaças sofridas por Fernando, que é gay e deixou o Brasil há sete anos.

“Ter medo de morrer por simplesmente ser quem você é foi uma das razões que fizeram meu filho Fernando, que é gay, sair do Brasil há sete anos”, afirmou. “Ele recebeu ameaças à sua vida, inclusive dizendo que o corpo dele seria entregue em um caixão fechado”, acrescentou.

Movimento quer reunir relatos de famílias e pessoas LGBTQIA+

A proposta é que mães, pais, familiares, amigos e pessoas LGBTQIA+ compartilhem experiências pessoais em vídeos. O material deverá integrar um filme coletivo com a participação de personalidades públicas e cidadãos anônimos.

Embora tenha como objetivo imediato impedir a volta de um integrante da família Bolsonaro ao poder, a iniciativa se apresenta como suprapartidária. A intenção, segundo a organização, é reunir pessoas da direita, do centro e da esquerda preocupadas com a defesa dos direitos civis, das liberdades individuais e das instituições democráticas.

Em suas redes sociais, Fernando Grostein Andrade classificou como “regime fascista” o cenário que o movimento pretende evitar. A mobilização ocorre durante a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), que se enfrentam no segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).

Organizações apoiam a mobilização

O movimento conta com o apoio e a participação da organização Mães pela Diversidade. Também tem parceria com a campanha Meu Voto Protege, Voto 13, integrada pelas organizações Mães pela Diversidade, Mães da Resistência, Mães pela Liberdade e Famílias e Resistência.

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