A renovação do contrato de licenciamento das marcas da Petrobras é prioridade para a Vibra, segundo o presidente da companhia, Ernesto Pousada. O acordo atual termina em 28 de junho de 2029.
Em janeiro de 2024, porém, a estatal comunicou à distribuidora que não pretendia prorrogar o contrato nos termos atuais. A Petrobras também já manifestou a intenção de voltar à distribuição de combustíveis após o encerramento do acordo.
Segundo Pousada, ainda não há conversas entre as empresas sobre a renovação. “Nossa prioridade absoluta é a renovação do nosso contrato”, afirmou durante teleconferência sobre os resultados do terceiro trimestre.
Caso não haja entendimento, a Vibra mantém um plano alternativo de mudança de marca. Com relação ao desempenho no período de julho a setembro, a participação de mercado da companhia chegou a 24,2% e a dívida líquida recuou quase R$ 5 bilhões desde dezembro de 2025.
Confira os resultados e indicadores da Vibra e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 No fim de setembro, a dívida líquida estava em R$ 14,4 bilhões, e a alavancagem havia caído para 1 vez o Ebitda, ante 2,7 vezes um ano antes, segundo a empresa.
Na conversa com analistas, Pousada afirmou que a companhia avaliará semana a semana o uso da subvenção federal à importação de combustíveis. O programa prevê apoio à importação de óleo diesel rodoviário e tem regras definidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A Vibra foi habilitada a participar do programa, mas, segundo Pousada, a decisão de utilizar o benefício dependerá das condições de mercado. Novos postos
A Vibra considera que os investimentos em novos postos têm retorno superior à rentabilidade média da companhia. A avaliação foi apresentada pelo diretor financeiro da empresa, Maurício Teixeira.
Segundo o executivo, o retorno sobre o capital investido (ROIC) dos novos contratos de embandeiramento supera o indicador médio da companhia. “O melhor ‘capex’ que a gente tem hoje é investir na expansão de postos”, afirmou.
Pousada acrescentou que cerca de 60% dos novos contratos de embandeiramento são pós-pagos e 40% antecipados. Nos últimos anos, a proporção de contratos antecipados chegou a 80%, segundo ele.
A mudança permite à companhia ampliar a rede sem elevar os investimentos de capital na mesma proporção. Pousada afirmou ainda que a empresa espera continuar ampliando sua participação de mercado em 2027, com crescimento nos segmentos de diesel, gasolina e etanol.
A companhia, porém, enfrenta limitações de disponibilidade de diesel para acelerar as vendas, já que precisaria ampliar as importações. O executivo também afirmou que a Vibra trabalha para manter margens acima das registradas em 2025, mesmo após o fim do conflito no Oriente Médio.
Divulgação/Vibra
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