Países da América Latina pedem que próximo secretário-geral da ONU seja da região

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Os 33 países-membros da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) pediram, nesta terça-feira, que um representante da região seja o próximo secretário-geral da ONU. Em uma declaração conjunta, a organização fez o pedido no contexto das votações para escolher o sucessor do português António Guterres, de 77 anos, a partir do próximo ano.

Contexto: Após saída de Bachelet, Brasil fica sem nome e reforça defesa de mulher latino-americana para comandar ONU Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp

Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países A ONU atravessa um de seus períodos mais difíceis, diante dos múltiplos conflitos em andamento, das dificuldades financeiras e das divisões no Conselho de Segurança.

Em nome da Celac, a diplomata uruguaia Laura Dupuy Lasserre afirmou que "chegou o momento" de uma pessoa da região ocupar o cargo. "Estamos convencidos de que a escolha de uma personalidade de nossa região contribuirá para reforçar os esforços em favor de um sistema internacional mais inclusivo e representativo, bem como para fortalecer as Nações Unidas", ressaltou.

A América Latina reivindica seu direito ao cargo com base no princípio da rotatividade geográfica, que nem sempre foi respeitado. 81ª Assembleia Geral: António Guterres critica uso da força e desrespeito ao direito internacional em último discurso como secretário-geral da ONU

Vários candidatos da região disputam a sucessão de Guterres: a costarriquenha Rebeca Grynspan; o atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi; a ex-ministra da Guiana Carolyn Rodrigues-Birkett; e as equatorianas María Fernanda Espinosa e Ivonne A-Baki estão entre os candidatos.

Rebeca Grynspan, secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), discursa durante a abertura do nono Fórum Mundial de Investimentos (WIF 2026), em Doha, no dia 25 de outubro de 2026 MAHMUD HAMS / AFP

Até o momento, os 15 países-membros do Conselho de Segurança não conseguiram chegar a um acordo. Cinco deles — Reino Unido, França, Estados Unidos, China e Rússia — têm poder de veto.

Veja também: Disputa pela sucessão da ONU opõe Lula a países vizinhos No entanto, os candidatos latino-americanos lideraram as preferências em várias votações indicativas realizadas desde julho.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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