Tropa do Exército desembarca de helicóptero em poucos minutos, e pouca gente conhece a Brigada de Infantaria Aeromóvel, treinada para chegar onde caminhões e blindados não chegam

Tropa do Exército desembarca de helicóptero em poucos minutos, e pouca gente conhece a Brigada de Infantaria Aeromóvel, treinada para chegar onde caminhões e blindados não chegam - Foto
Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Sediada em Caçapava (SP), a unidade ganhou novo nome por decreto em 2026 e treina militares para assaltos com helicópteros da Aviação do Exército Foram 850 militares, 103 viaturas e cinco helicópteros mobilizados em novembro de 2025 no Vale do Paraíba (SP) para testar uma das tropas mais rápidas do país.

A Brigada de Infantaria Aeromóvel, sediada em Caçapava, é a unidade do Exército Brasileiro preparada para embarcar em helicópteros e descer onde estradas, caminhões e blindados não chegam. O exercício está descrito no relato oficial da Operação Aratu X, publicado pelo Exército.

O nome da unidade é recente. O Decreto nº 12.906, de 27 de março de 2026, trocou a denominação de 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) para Brigada de Infantaria Aeromóvel.

A sede continua em Caçapava, e a tropa segue subordinada à 2ª Divisão de Exército. O perfil aeromóvel vem de antes: o decreto de 14 de junho de 1995 transformou a antiga 12ª Brigada de Infantaria Motorizada em brigada leve aeromóvel.

A história da tropa também passa pela Europa. Em abril de 2024, a brigada celebrou em Caçapava os 79 anos da rendição da 148ª Divisão de Infantaria alemã à Força Expedicionária Brasileira, em Fornovo di Taro, na Itália.

Segundo o Exército Brasileiro, o 6º Regimento de Infantaria estava na linha de frente daquela ação da Segunda Guerra Mundial. Na prática, o combatente aeromóvel troca a estrada pelo ar.

No assalto aeromóvel, foco da Aratu X, as aeronaves inserem a tropa perto dos objetivos, e forças aéreas e terrestres atuam juntas para conquistar pontos estratégicos. No exercício, voaram dois HM-1 Pantera e três HM-3 Cougar do 2º Batalhão de Aviação do Exército.

Uma tropa leve precisa ser abastecida longe das bases. Por isso, a operação testou a logística com fardos de suprimento lançados do ar e a capacidade de sustentar ações prolongadas.

Drones e equipes de reconhecimento e engenharia levantaram informações, enquanto pelotões de defesa antiaérea e de engenharia aeromóvel protegeram a força. Helicópteros militares seguem como peça central em exércitos de toda a América Latina, cada um com sua frota e suas limitações.

Na América Central, um caso chama atenção pela idade das aeronaves ainda em uso. País da América Central ainda mantém helicópteros soviéticos de ataque após 40 anos e preserva uma rara capacidade militar➔

A formação começa no Estágio Básico de Combatente Aeromóvel, que dura uma semana. Em julho de 2025, 116 militares, entre oficiais, subtenentes e sargentos, concluíram o curso em Caçapava, segundo o Noticiário do Exército.

A instrução ficou a cargo do 6º Batalhão de Infantaria Aeromóvel. Os alunos treinaram embarque e desembarque de aeronaves, descida por corda rápida (fast rope), rapel e helocasting, o salto do helicóptero na água.

Também aprenderam a balizar zonas de pouso. O Comando de Aviação do Exército cedeu instalações, instrutores especializados e aeronaves para as aulas práticas.

Na fase final, os militares planejaram uma operação aeromóvel e encararam uma marcha de 16 quilômetros, armados e equipados. Quem conclui recebe o brevê, a boina bege e o gorro bege.

A turma reuniu militares da própria brigada, das brigadas Paraquedista e de Montanha e da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada. Grandes operações anuais medem se a tropa aeromóvel consegue responder rápido.

Em outubro de 2024, a Operação Fornovo III reuniu cerca de 1.200 militares em Cunha e Lagoinha (SP). As fases incluíram infiltração de precursores, assalto aeromóvel, conquista de uma cabeça de ponte e marcha forçada até o ponto de saída.

A Aratu X, em novembro de 2025, fechou o ciclo de adestramento com avaliação de todas as funções de combate por critérios objetivos. Segundo o Exército, a operação ratificou a capacidade de pronta resposta da brigada, de olho na certificação prevista para 2026 sob supervisão do Comando de Operações Terrestres (COTER).

O próximo passo formal é a implantação do novo nome. O decreto de março deixou ao Comandante do Exército a definição das datas e a edição dos atos complementares.

Também fica no radar o resultado do ciclo de certificação da Brigada de Infantaria Aeromóvel, previsto pelo próprio Exército para este ano. Exercícios, cursos e mudanças na unidade são divulgados no noticiário oficial do Exército, em eb.mil.br, e os decretos saem no Diário Oficial da União.

Se você mora no Vale do Paraíba e vê helicópteros militares cruzando o céu, acompanhe esses canais e entenda o treino que está por trás do barulho. Para quem acompanha defesa e segurança fora do Brasil, a Europa vive um momento de alerta militar elevado.

Na Alemanha, o risco de sabotagem já chegou aos relatórios das Forças Armadas. Forças Armadas da Alemanha apontam risco de atentados russos➔

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