Quase 59 milhões de eleitores votaram antecipadamente em midterms dos EUA

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Fonte da notícia: CBN CBN

Com a abertura das urnas nos Estados Unidos, foram confirmados oficialmente o número de pessoas que votaram antecipadamente nas eleições. Quase 59 milhões de votos foram computados até às 23h30 de segunda (2).

No total, exatamente, foram 58.677.062 votos antecipadamente. De acordo com dados publicados pelo Laboratório Eleitoral da Universidade da Flórida, 31.897.521 foram votos presenciais antecipados e 26.779.541 foram votos por correspondência.

Mais estados americanos têm passado a oferecer votação antecipada nos últimos anos. O Centro para Inovação e Pesquisa Eleitoral afirma que 97% dos eleitores elegíveis nos EUA vivem em áreas onde essa opção está disponível.

A apuração das eleições americanas começa ainda nesta terça-feira (3), logo após o fechamento das urnas, em horários diferentes em cada estado. Os primeiros resultados devem sair ainda durante a noite.

Mas a definição do controle do Congresso pode levar vários dias, principalmente em disputas apertadas e estados com grande volume de votos pelo correio. Milhões de americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, que podem virar um plebiscito para o governo Donald Trump.

Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara; 35 vagas no Senado e os governos de 36 Estados. Os democratas podem retomar o controle do Congresso, atualmente dominado pelo Partido Republicano, de Donald Trump.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. KENT NISHIMURA / AFP

Na Câmara, são 218 deputados republicanos e 214 do Partido Democrata, além de um independente e de duas cadeiras que estão vagas. No Senado, são 53 republicanos contra 45 democratas.

Dois senadores são independentes Pesquisas e projeções divulgadas antes da votação apontam vantagem democrata na disputa pela Câmara.

Embora o presidente não esteja na cédula eleitoral, o desempenho dos candidatos republicanos e democratas será analisado como um indicador da aprovação ou rejeição de suas políticas. O custo de vida; a guerra contra o Irã e a imigração dominaram a campanha.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera da votação mostra que apenas 32% dos americanos aprovam o governo Trump. Segundo o levantamento, metade dos eleitores considera os preços o fator mais importante para decidir o voto.

Levantamentos citados pela imprensa americana mostram que 55% da população é contrária ao conflito no Oriente Médio. Na imigração, pesquisa da Fox News aponta que 56% desaprovam a atuação do presidente, principalmente diante das operações de agentes federais do ICE.

Para tentar evitar a derrota, Trump prometeu pagar cinco mil dólares a todos os americanos adultos caso os republicanos vençam as eleições legislativas. Em discurso no encerramento da campanha em Washington, o presidente também atacou os candidatos democratas, numa última tentativa de mobilizar eleitores.

Para tentar evitar a derrota, o presidente Donald Trump entrou numa batalha judicial em meio à campanha. Cerca de 70% dos americanos acreditam que Trump não aceitará resultado das midterms se republicanos perderem

Votação durante eleições nos Estados Unidos. TIMOTHY A.

CLARY/AFP Eleitores de todos os Estados Unidos irão às urnas nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato de 2026.

Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado estarão em disputa. Os modelos de previsão indicam que os democratas têm grandes chances de conquistar a maioria na Câmara dos Representantes.

A disputa pelo Senado está mais acirrada, mas os democratas chegam ao dia da eleição com uma ligeira vantagem. Mas a votação em si pode não ser o fim da história.

No início deste ano, mais de uma dúzia de autoridades eleitorais de ambos os partidos disseram temer que o presidente Donald Trump estivesse preparando o terreno para minar os resultados das eleições de meio de mandato. E, de acordo com uma pesquisa recente, sete em cada dez americanos duvidam que Trump aceite os resultados caso seu partido perca.

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