Entenda o que Trump pode fazer para contestar o resultado das eleições midterms caso os republicanos percam

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Fonte da notícia: CBN CBN

Os levantamentos e pesquisas feitas por veículos em todo o Estados Unidos indicam que os democratas possuem grandes chances de conquistar a maioria da Câmara dos Representantes e do Senado, além da maioria dos governadores. Eleitores de todos os Estados Unidos irão às urnas nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato de 2026.

Todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado estarão em disputa. No entanto, desde o início do ano, diversas autoridades eleitorais dos dois partidos e democratas disseram temer que Trump estivesse se preparando para minar os resultados das eleições de meio de mandato.

Em meio a isso, 70% dos americanos duvidam que o presidente aceite o resultado caso o partido perca. Mas o que Trump pode fazer para contestar o resultado?

Votação durante eleições nos Estados Unidos. TIMOTHY A.

CLARY/AFP Em teoria, o presidente tem pouco poder de interferência nas eleições.

A Constituição dos EUA permite que os estados definam os 'horários, locais e formas' das eleições para o Congresso, e somente o Congresso pode alterar essas regras. O único papel do presidente é sancionar ou vetar leis eleitorais.

O que o presidente controla é o governo federal. Ele pode dar ordens a agências por meio de decretos executivos, mas um decreto executivo não pode se sobrepor à legislação eleitoral estadual.

Os tribunais concordam. Em junho, um juiz federal bloqueou permanentemente a maior parte da primeira ordem executiva de Trump relacionada às eleições, que teria obrigado as pessoas a apresentar documentos que comprovassem a cidadania ao se registrarem para votar.

Também em junho, a Suprema Corte decidiu que os estados podem continuar a contagem de votos enviados por correio até o dia da eleição, mesmo que cheguem posteriormente. Trump diz que aceitará o resultado 'se forem eleições honestas'.

Se Trump contestar os resultados, a pressão recairá sobre essas autoridades para certificá-los, como aconteceu em 2020, quando ele pressionou a principal autoridade eleitoral da Geórgia para 'encontrar' votos para ele. Cabine de votação nos Estados Unidos para eleições.

CHARLY TRIBALLEAU/AFP Algumas opções para interferir no resultado desta eleição são mais extremas.

A última etapa desse processo ocorrerá em 3 de janeiro de 2027, quando a nova Câmara tomará posse. A Constituição atribui a cada câmara a responsabilidade de julgar as eleições de seus próprios membros.

Alguns temem que os republicanos possam se recusar a empossar os democratas eleitos. A Câmara dos Representantes recusou pela última vez a posse de um candidato eleito oficialmente em 1985.

Apesar disso, o presidente republicano da Câmara, Mike Johnson, chamou a ideia de 'absurda' . A opção mais extrema seria Trump declarar estado de emergência nacional.

Um rascunho vazado de decreto executivo propôs declarar tal estado devido a uma suposta interferência estrangeira, proibindo a maioria dos votos por correio e obrigando os eleitores a se registrarem novamente pessoalmente. A proposta se baseia em alegações infundadas sobre interferência estrangeira e máquinas de votação semelhantes às feitas por Trump em julho.

Trump disse que nunca tinha ouvido falar do projeto , e especialistas jurídicos afirmam que as leis citadas não conferem tal poder ao presidente. Capitólio dos Estados Unidos, onde fica a Câmara dos Deputados

Pixabay Algumas opções para interferir no resultado desta eleição são mais extremas.

A última etapa desse processo ocorrerá em 3 de janeiro de 2027, quando a nova Câmara tomará posse. A Constituição atribui a cada câmara a responsabilidade de julgar as eleições de seus próprios membros.

Alguns temem que os republicanos possam se recusar a empossar os democratas eleitos. A Câmara dos Representantes recusou pela última vez a posse de um candidato eleito oficialmente em 1985.

Apesar disso, o presidente republicano da Câmara, Mike Johnson, chamou a ideia de 'absurda' . A opção mais extrema seria Trump declarar estado de emergência nacional.

Um rascunho vazado de decreto executivo propôs declarar tal estado devido a uma suposta interferência estrangeira, proibindo a maioria dos votos por correio e obrigando os eleitores a se registrarem novamente pessoalmente. A proposta se baseia em alegações infundadas sobre interferência estrangeira e máquinas de votação semelhantes às feitas por Trump em julho.

Trump disse que nunca tinha ouvido falar do projeto , e especialistas jurídicos afirmam que as leis citadas não conferem tal poder ao presidente. Trump volta a pedir que eleitores finjam que o nome dele está na cédula

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante comício no Texas. MANDEL NGAN/AFP

O presidente Trump encerrou sua campanha pré-eleitoral incentivando as pessoas a votarem em uma participação na Fox News. Segundo ele, se o 'povo votar, venceremos com uma margem esmagadora'.

'Estou apenas pedindo a todos que finjam que meu nome está na cédula', disse o presidente, reiterando um tema frequente em seus comícios e aparições durante as eleições de meio de mandato. Ele acrescentou que 'de certa forma, estou', porque se os republicanos perderem, suas conquistas legislativas poderão ser 'anuladas'.

Milhões de americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, que podem virar um plebiscito para o governo Donald Trump. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara; 35 vagas no Senado e os governos de 36 Estados.

Os democratas podem retomar o controle do Congresso, atualmente dominado pelo Partido Republicano, de Donald Trump. Na Câmara, são 218 deputados republicanos e 214 do Partido Democrata, além de um independente e de duas cadeiras que estão vagas.

No Senado, são 53 republicanos contra 45 democratas. Dois senadores são independentes.

Pesquisas e projeções divulgadas antes da votação apontam vantagem democrata na disputa pela Câmara. Embora o presidente não esteja na cédula eleitoral, o desempenho dos candidatos republicanos e democratas será analisado como um indicador da aprovação ou rejeição de suas políticas.

O custo de vida; a guerra contra o Irã e a imigração dominaram a campanha. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera da votação mostra que apenas 32% dos americanos aprovam o governo Trump.

Segundo o levantamento, metade dos eleitores considera os preços o fator mais importante para decidir o voto. Levantamentos citados pela imprensa americana mostram que 55% da população é contrária ao conflito no Oriente Médio.

Na imigração, pesquisa da Fox News aponta que 56% desaprovam a atuação do presidente, principalmente diante das operações de agentes federais do ICE.

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