A Ucrânia foi bombardeada na madrugada desta terça-feira (3), um dia depois de um ataque que deixou ao menos 29 mortos, enquanto a Rússia afirmou ter derrubado 493 drones dirigidos a Moscou, em um recrudescimento do conflito que frustra as esperanças de avanço rumo à paz. Os ataques ocorreram após uma pausa incomum nos combates entre Rússia e Ucrânia na região de Kherson, no sul ucraniano, que terminou no domingo.
A trégua permitiu a entrada de uma missão humanitária na cidade de Oleshky, sob ocupação russa. Em Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, os bombardeios atingiram um hospital durante a noite, causando ao menos 73 feridos, segundo o presidente Volodimir Zelensky.
Autoridades locais disseram que tiveram de retirar 226 pacientes de um centro médico. @@NOTICIAS_RELACIONADAS@@
Na segunda-feira, um ataque matou ao menos 29 pessoas durante uma distribuição de ajuda humanitária no sudeste do país. A defesa aérea russa derrubou 493 drones ucranianos que se dirigiam a Moscou na noite de segunda para terça-feira, anunciou o prefeito da capital, Sergei Sobyanin.
"Entre 20h30 de 2 de novembro e 7h30 de 3 de novembro, 493 drones voaram em direção à região de Moscou. A maioria foi destruída pelo sistema de defesa aérea russo", escreveu o prefeito de Moscou no Telegram.
Os novos ataques entre Rússia e Ucrânia acontecem enquanto acontecem nesta terça-feira, nos Estados Unidos, eleições de meio de mandato cruciais para o presidente Donald Trump, que instou ambos os países a interromperem seus ataques contra as infraestruturas energéticas. Nesta terça-feira, o Kremlin confirmou que uma delegação russa participará em Abu Dhabi, nos dias 10 e 11 de novembro, de novas negociações trilaterais com Kiev e Washington para tentar encontrar uma saída diplomática para o conflito na Ucrânia, conforme anunciou na noite de segunda-feira o enviado americano Steve Witkoff.
O último encontro trilateral entre as delegações russa, ucraniana e americana ocorreu em meados de fevereiro, em Genebra, mas fracassou porque ambos os lados mantiveram suas respectivas condições. Agora, as perspectivas são ainda mais sombrias, considerando o ataque de segunda-feira contra um centro de distribuição de ajuda humanitária na região de Zaporizhzhia.
Folha de Pernambuco