Paim defende tarifa zero de ônibus aos fins de semana e diz que ‘ninguém pode ser contra’

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Em discurso de despedida no Senado, Paulo Paim defende PEC 18/2026, que usa emendas parlamentares para bancar ônibus de graça aos fins de semana e feriados. Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O senador Paulo Paim (PT-RS) usou a tribuna do Senado nesta quarta-feira (4) para defender a PEC 18/2026, enviada pelo governo Lula à Câmara dos Deputados. A proposta garante tarifa zero no transporte público urbano aos fins de semana e feriados em todo o país, financiada com recursos de emendas parlamentares.

O discurso teve tom de despedida. Paim, que deixa o Senado ao fim do mandato, abriu a fala explicando por que tem ocupado a tribuna diariamente: “Acho que já estou com saudade desta Casa”.

Ao encerrar, brincou com a tolerância do presidente da sessão, Confúcio Moura (MDB-RO), em relação ao tempo: “Estou indo embora, não é? Então vamos deixar ele falar um pouquinho mais”. Segundo o governo, a PEC 18 pode destinar cerca de R$ 12 bilhões ao custeio da gratuidade, com base em recursos já previstos no Orçamento de 2027.

O dinheiro sairia das emendas parlamentares, ponto que Paim fez questão de destacar para rebater críticas sobre a origem dos recursos. “Eu falei financiamento, porque a proposta aponta a fonte de recurso”, afirmou.

O senador também se antecipou a outra crítica: a de que a medida teria motivação eleitoral. “Como já passou todo o processo eleitoral, ninguém nos diga que é uma proposta eleitoreira”, disse.

Paim tentou desarmar resistências de empresas, prefeituras e da equipe econômica. Segundo ele, as operadoras de transporte receberiam integralmente, “ou até mais do que recebem agora”, e nem municípios nem a União sairiam no prejuízo.

“Ninguém pode ser contra um projeto como esse. Tenho certeza de que, se for votado, como foi a PEC da segurança, como foi a escala 5×2, será aprovado por unanimidade”, afirmou.

O senador apresentou a tarifa zero como política de justiça social, e não apenas de mobilidade. Argumentou que o fim da passagem alivia o orçamento das famílias de baixa renda, libera dinheiro para alimentação e para o comércio local e reduz a circulação de carros e a emissão de poluentes.

Para sustentar que a proposta é viável, Paim citou levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU): 171 municípios brasileiros adotam algum modelo de gratuidade no transporte público, e 132 deles oferecem tarifa zero universal, todos os dias. O tema também tramita no Senado.

Paim é relator, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do PL 2.121/2024, do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que trata da mesma política. Para ele, a PEC do governo amplia o alcance da proposta ao garantir o benefício em todo o país e indicar a fonte de financiamento.

Paim amarrou a tarifa zero à agenda trabalhista recém-aprovada pelo Congresso. Ele lembrou a promulgação da Emenda Constitucional 141/2026, que fim à escala 6×1, estabeleceu a escala 5×2 e reduziu a jornada para 40 horas semanais, e atribuiu a conquista a um esforço coletivo que envolveu Davi Alcolumbre, Hugo Motta e o presidente Lula.

Na lógica do senador, mais tempo livre exige transporte acessível para lazer, convívio familiar e busca por emprego. Ele recorreu à própria trajetória: contou que, quando trocava de emprego, saía “a pé, de chinelo de dedo, batendo de porta em porta”.

O petista também celebrou a aprovação da PEC da Segurança Pública e minimizou o único voto contrário, atribuído ao senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Paim classificou o voto como “desinformação partidária”, já que, segundo ele, todas as bancadas orientaram a favor, e disse que voltaria a procurar o colega.

Joice Gonçalves é repórter do ND Mais em Brasília, de onde acompanha de perto as movimentações do Congresso Nacional, os bastidores dos Três Poderes e os rumos das Eleições 2026. Possui sólida experiência política, tendo acompanhado ativamente os pleitos eleitorais, tanto municipais quanto gerais, nas edições de 2018, 2020 e 2022.

Além de escrever matérias sobre política, processo legislativo, sociedade e comportamento, produz conteúdos que explicam decisões do governo e seus impactos na vida do leitor. Formada em Comunicação pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), atua no jornalismo desde 2021 e tem experiência em grandes redações multimídia de TV e portais de notícia, com produção multiplataforma e projetos especiais que envolvem articulações políticas e o poder público.

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