O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, nesta 5ª feira (22.out.2026), que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) melhorou as contas públicas em R$ 200 bilhões em relação à gestão de Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista ao portal Metrópoles, ele negou que o pacote de benefícios anunciado às vésperas do 2º turno tenha motivação eleitoral.
O ministro afirmou que Lula deixará uma previsão de superavit primário para 2027, mesmo com as novas despesas, porque as medidas respeitam as regras fiscais. Mas não detalhou o impacto delas no Orçamento de 2027.
Durigan citou o bloqueio de R$ 16 bilhões no Orçamento de 2026 como demonstração de controle das despesas. Também criticou o adiamento do pagamento de precatórios durante o governo Bolsonaro, que, segundo ele, abriu espaço para benefícios em ano eleitoral. PACOTE DE BONDADES Questionado sobre o custo das medidas anunciadas por Lula, Durigan afirmou que o governo encontrou espaço no Orçamento sem alterar as regras fiscais. Segundo ele, os subsídios aos combustíveis foram financiados pela arrecadação adicional com o petróleo, provocada pela alta dos preços internacionais em razão da guerra no Irã. O ministro também defendeu o reajuste do Bolsa Família, que classificou como recomposição da inflação, e o perdão de dívidas de MEIs (microempreendedores individuais) inscritas na Dívida Ativa da União. Segundo ele, a recuperação desses débitos seria pouco provável. Durigan afirmou ainda que a proposta de passe livre no transporte público aos fins de semana dependerá de uma fonte de financiamento vinculada a emendas parlamentares. Apesar de defender a responsabilidade fiscal do pacote, Durigan não apresentou uma estimativa consolidada de seu impacto sobre as contas públicas em 2027. Também não detalhou quanto cada medida exigirá do próximo Orçamento.
Poder 360