A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a 9ª fase da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de uma organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e utilização de pessoas físicas e jurídicas para dissimular propriedade de bens e valores.
Um dos alvos é o pastor Marcio Poncio, empresário do ramo de tabaco e fundador da Igreja da Nuvem.Poncio já foi alvo da operação em uma fase anterior. À época, o pastor chegou a ser preso, mas teve o regime de prisão mudado para domiciliar.
Também foram alvos da quinta fase da operação o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar e Adilson Oliveira Coutinho Filho.Leia tambémTrump diz que conversará com Lula e que petista pediu para não interferir na disputaPresidente norte-americano destacou que presidente brasileiro reeleito solicitou que ele não tomasse partidoFlávio foi admitido nos EUA por razões humanitárias, mostra registro de entradaAutoridades americans garantem permanência por um ano no paísTambém é alvo da fase atual o sobrinho de Adilsinho, Bernardo Coutinho Loyola.
Agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).A investigação aponta o uso de dinheiro em espécie, movimentações sem rastreabilidade e a utilização de empresas nacionais e estrangeiras, incluindo a possibilidade do envolvimento de entidades religiosas e holdings patrimoniais para dissimular a titularidade de bens e imóveis.As informações obtidas pela PF também aponta indícios da existência de uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, de colaboradores próximos e de terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização.A nova fase da operação foi fruto da análise de informações extraídas de um celular apreendido na 5ª fase da Operação Unha e Carne, que apontaram novos endereços e estruturas patrimoniais utilizadas pelo grupo.Não foi possível localizar o advogado que representa o pastor.
No entanto, o espaço segue aberto para manifestação.
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