O blogueiro Paulo Figueiredo atribuiu à inteligência artificial (IA) os erros identificados na carta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgada na quarta-feira (28). Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (29), ele disse que o uso do ChatGPT levou à inclusão de um brasão antigo da República.
Segundo Figueiredo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro solicitou à ferramenta de IA que inserisse o brasão da República no documento. O resultado, porém, trouxe um símbolo antigo, da época em que o nome do Brasil era escrito com “Z”.
“Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado”, escreveu o blogueiro.
O segundo problema, de acordo com Figueiredo, ocorreu durante a geração do documento. A ferramenta teria incluído uma versão anterior da carta, na qual Flávio se apresentava como o verdadeiro “presidente eleito”.
Na versão corrigida, a expressão foi substituída por “verdadeiro líder”. Figueiredo afirmou que o documento passou por diferentes versões, com contribuições de mais de uma pessoa, e justificou a escolha da expressão final.
Segundo ele, a mudança buscou refletir tanto a situação jurídica quanto o sentido político da mensagem. “Primeiro, porque descreve com mais precisão a situação jurídica.
Segundo, porque liderança carrega um valor MORAL, que traduz o sentido desejado pelo Flávio. A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo”, declarou.
Diario do poder