Plano de voo e escolha de ministro da Fazenda podem acalmar mercado, diz IFI

Plano de voo e escolha de ministro da Fazenda podem acalmar mercado, diz IFI - Foto
Fonte da notícia: Valor Valor

A Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão técnico e apartidário vinculado ao Senado, comentou o estresse nos mercados de capitais, de câmbio e de juros futuros após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. Para a IFI, o anúncio de um plano de voo “consistente e crível para os próximos quatro anos” e a definição do nome que chefiará o Ministério da Fazenda “poderá acalmar os agentes econômicos e investidores, ancorando as expectativas em novo ponto de equilíbrio”.

Em meio à volatilidade, o Tesouro Nacional precisou intervir no mercado de títulos públicos na segunda-feira (26) e na terça-feira (27). Segundo o secretário do Tesouro, Daniel Leal, o volume de intervenções no primeiro dia ficou em torno de R$ 14 bilhões.

Na segunda-feira (26), a B3 precisou acionar o “circuit breaker”, que interrompe as negociações por 30 minutos, após o Ibovespa recuar 10% em relação ao fechamento anterior. A aversão ao risco também pressionou o câmbio e os juros futuros.

O dólar à vista subiu 8,2%, na maior valorização diária frente ao real desde janeiro de 1999, enquanto as taxas de juros futuros superaram 15%. O Ibovespa encerrou o pregão com tombo de quase 14%.

‘Pacote de bondades’ do governo pode levar déficit primário a 1% do PIB em 2027, nota IFI Quem defende ajuste fiscal com corte de políticas sociais não entendeu nada dessa eleição, diz Boulos

Pacote de bondades do governo tem R$ 45 bi por ano até 2030 Na terça-feira (27), a bolsa voltou a apresentar forte volatilidade durante o pregão e encerrou em queda de 0,51%.

O dólar à vista, por sua vez, devolveu parte da valorização da sessão anterior e fechou negociado em queda de 0,97%. No Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de outubro, publicado nesta quinta-feira (29), a IFI avalia que, com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “não se esperam mudanças bruscas na condução da política econômica do governo”.

“No plano fiscal, em particular, deve prevalecer a atual estratégia gradualista de ajuste com pequenas correções”, afirma o relatório. IFI avalia que, com a reeleição de Lula, “não se esperam mudanças bruscas na condução da política econômica do governo”

Adriano Machado/Reuters

Publicação Original Valor valor.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →