Por Gustavo MaiatoPostado em 05 de novembro de 2026 Em 1986, o Stryper viveu o auge.
"To Hell with the Devil" virou disco de platina, e os clipes da banda cristã chegaram a superar Bon Jovi, Mötley Crüe e Poison na MTV. Quatro décadas depois, Michael Sweet olhou para essa fase com outra lente.
Em entrevista ao podcast The Magnificent Others, de Billy Corgan, o vocalista apontou o que, na visão dele, limitou o alcance do grupo. O tema surgiu quando Corgan, que comprou "Soldiers Under Command" aos 17 anos, lembrou da desconfiança que circulava entre os metaleiros em relação à "banda de Jesus".
O apresentador comparou o Stryper a grupos da época que faziam do excesso uma estratégia de marketing e chegou a classificar a própria pergunta como injusta. Sweet, porém, respondeu sem desviar.
"Cheguei a dizer isso recentemente, então é interessante você perguntar. Já disse até que, se não tivéssemos cantado sobre Jesus, provavelmente seríamos maiores do que fomos.
Acho que sim. É só o que eu penso."
Corgan ponderou que nunca será possível saber e que a comparação equivale a perguntar se teria sido melhor ser um bêbado cantando sobre o diabo. O vocalista concordou que a banda talvez tivesse alcançado outro patamar, mas fez questão de completar: "Mas o negócio é o seguinte: eu não mudaria nada.
Se alguém dissesse que você pode entrar numa máquina do tempo agora e voltar para refazer tudo, você faria? Eu diria que não." Sweet atribui o sucesso daquele período a um bom disco, ao momento da gravadora Enigma e à mão de Deus sobre o trabalho.
Quando Corgan sugeriu que os fãs respondem à integridade de um artista, o músico foi além: "Acho que sim. Não só respondem, mas a grande recompensa é quando você conhece fãs que eram suicidas e que estão vivos hoje por causa da nossa mensagem."
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