Por Gustavo MaiatoPostado em 04 de novembro de 2026 Antes de virar a voz aguda do Stryper, Michael Sweet cresceu ouvindo de tudo.
O pai, ferroviário, chegava do trabalho e passava por ópera, com Caruso e Mario Lanza, rock dos anos 1950 e country dos anos 1960, até terminar no Black Sabbath. Em entrevista ao podcast The Magnificent Others, de Billy Corgan, o vocalista revelou o disco que mudou sua forma de cantar.
Sweet citou o primeiro álbum do Boston, comprado com o próprio dinheiro, e o Van Halen como trabalhos que transformaram sua vida de músico. A virada vocal veio no segundo ano do ensino médio, quando a irmã o levava de carro para a escola e o rádio tocou "Diamonds and Rust", na versão de "Unleashed in the East", do Judas Priest, que ele considera o maior disco ao vivo de todos os tempos.
"E eu pensei: o que é isso? Eu era outro cantor antes disso. Antes de ouvir aquilo, eu nunca alcançava notas agudas.
Nenhuma nota aguda, na verdade. Ouvi aquilo, fui para casa, comecei a trabalhar meus agudos e minhas notas altas e desenvolvi um registro mais alto, nem de longe no nível do Halford."
A comparação com Rob Halford, aliás, foi descartada pelo próprio Sweet entre risos. "Não é justo.
O Rob alcança notas tão altas que é insano", disse. Quando Corgan lembrou que o vocalista do Judas Priest segue cantando bem aos 70 e poucos anos, Sweet resumiu: "O melhor."
As referências do músico vão muito além do metal. Ele contou que passava horas ouvindo Judas Priest, Iron Maiden e Deep Purple e, em seguida, emendava Journey, Loverboy e Survivor.
Mais tarde, vieram Jellyfish e Beatles, com as mudanças de maior para menor que aparecem nas músicas do Stryper. "Eu não sou o seu típico cara de heavy metal", afirmou.
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