A Novo elevou suas projeções para o ano após identificar uma melhora nas perspectivas para seus principais medicamentos contra obesidade e diabetes, especialmente nos mercados fora dos Estados Unidos, enquanto continua a expansão da comercialização de seu novo comprimido para perda de peso.
Por volta das 7h50 desta quarta-feira (4), as ações da companhia subiam 3,3% após a notícia. A revisão da projeção ocorreu junto com a divulgação dos resultados da companhia no terceiro trimestre.
A farmacêutica dinamarquesa informou nesta quarta-feira (4) que espera que as vendas ajustadas e o lucro operacional ajustado variem entre uma queda de 2% e um crescimento de 2%, a taxas de câmbio constantes, neste ano, acima da projeção anterior de retração de até 6% para ambos os indicadores.
Analistas já esperavam que a Novo elevasse suas projeções anuais diante da forte adoção do Wegovy em comprimidos nos mercados em que foi lançado recentemente. A Novo informou que as vendas do Wegovy em comprimidos atingiram 5,39 bilhões de coroas dinamarquesas no terceiro trimestre, o equivalente a US$ 807,2 milhões, ante os 4,5 bilhões de coroas esperados por analistas consultados pela FactSet.
A companhia enfrenta uma concorrência cada vez mais intensa no mercado de medicamentos para perda de peso, no qual o tratamento injetável rival da Eli Lilly vem reduzindo a participação de mercado da Novo no segmento de injetáveis. Ao mesmo tempo, a exclusividade da patente do principal princípio ativo do Wegovy e do Ozempic expirou neste ano em países como Índia, Canadá e Brasil, com outros mercados prestes a seguir o mesmo caminho, abrindo espaço para a concorrência de medicamentos genéricos e para a redução dos preços.
No entanto, o Wegovy em comprimidos da Novo, lançado inicialmente nos Estados Unidos no começo deste ano, vem registrando vendas expressivas e garantiu à companhia uma posição de liderança nesse novo mercado. Desde o lançamento nos EUA, o comprimido passou a ser comercializado no Reino Unido, nos Emirados Árabes Unidos e na Alemanha, com lançamentos mais recentes no México, na Espanha, na França e na Polônia.
Embora ainda seja cedo, a companhia afirmou que o desempenho inicial do comprimido fora dos Estados Unidos é “animador”, com vendas de 1,22 bilhão de coroas no trimestre. Novos lançamentos em outros mercados estão previstos para o quarto trimestre, e a Novo espera que o comprimido esteja disponível em mais de 20 mercados em 2027.
A Novo informou que as vendas ajustadas do grupo cresceram 6% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 79,2 bilhões de coroas, enquanto o lucro operacional ajustado avançou 34%, para 31,72 bilhões de coroas. Ambos os indicadores superaram as expectativas, com analistas consultados pela FactSet projetando lucro operacional ajustado de 28,66 bilhões de coroas e vendas de 73,65 bilhões de coroas.
Enquanto isso, o diretor financeiro Karsten Munk Knudsen, que trabalha na companhia há 27 anos e ocupa o cargo desde 2018, deixará a Novo no fim do ano para buscar outras oportunidades, informou a empresa. Ele será substituído por Luigi La Corte, diretor financeiro da Galderma.
Valor