A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) afirmou que, uma vez concluído o ciclo eleitoral, com a escolha de deputados, senadores, governadores e presidente da República, será preciso diálogo institucional e construção de consensos nos próximos anos. “O presidente Lula prometeu fazer o melhor governo que o país já viu.
Num momento em que o Brasil sofre cada vez mais com eventos climáticos extremos e com a insegurança jurídica, concretizar essa promessa de governo passará por devolver previsibilidade ao setor elétrico”, afirmou a presidente do conselho de administração da associação, Bárbara Rubim, em referência ao discurso feito por Luís Inácio Lula da Silva (PT) após o resultado das eleições do domingo (25).
Para ela, isso significa “cumprir o ressarcimento aos empreendimentos que tiveram sua geração cortada, como a lei já determina, e garantir uma boa execução dos leilões de baterias de dezembro deste ano, como primeiro passo de uma agenda recorrente e anual de armazenamento de energia”.
A entidade já chegou a questionar na Justiça a falta de reembolso pelos cortes de geração renovável por razões sistêmicas, conhecidos pelo jargão “curtailment”, e afirmou que somente no primeiro trimestre de 2026, 17,2% do potencial de geração solar e eólica do país foi cortado. A associação também fez referência à citação do presidente reeleito ao potencial renovável do país.
No discurso, Lula afirmou que será necessário “aproveitar o potencial energético de um país que talvez seja o que tenha mais capacidade de energia renovável, para trazer para cá os data centers necessários”. Sobre isso, a entidade defendeu o avanço da regulamentação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata) acompanhada de planejamento energético e de investimentos nas redes de transmissão e distribuição, “pois este é um dos gargalos relatados por grandes consumidores de energia que avaliam investimentos no Brasil”, informou em nota.
A associação avalia ainda que, no curto prazo, o principal teste do novo ciclo será a realização dos dois primeiros leilões de reserva de capacidade para contratação de sistemas de baterias, marcados para 2 e 4 de dezembro deste ano. “A entidade destaca a importância da definição das condições de custeio dos certames e defende que eles inaugurem uma agenda recorrente e anual de contratação de armazenamento, essencial para dar flexibilidade e segurança ao sistema elétrico, reduzir a necessidade de acionamento de termelétricas, mais caras e poluentes, e mitigar os cortes de geração renovável”, completou em nota.
Presidente do conselho de administração da associação, Bárbara Rubim Divulgação
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