Novo chefe de gabinete de Trump é aliado de Eduardo Bolsonaro e próximo de Filipe Martins

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A escolha de Stephen Miller para chefiar o gabinete do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, coloca em uma posição estratégica da Casa Branca um integrante do governo estadunidense que mantém relações próximas com figuras do bolsonarismo, incluindo o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Filipe Martins, ex-assessor internacional de Jair Bolsonaro (PL).

As informações são da coluna Painel, da Folha de São Paulo.   Miller foi nomeado por Trump para o novo cargo e integra a rede de contatos de Eduardo Bolsonaro no governo estadunidense.

Conhecido por suas posições linha-dura em relação à imigração, ele também mantém uma relação com Filipe Martins que remonta ao primeiro mandato do presidente republicano, entre 2017 e 2021. A nomeação coloca um interlocutor de integrantes do círculo político de Jair Bolsonaro em um posto de destaque na estrutura do governo dos Estados Unidos.

As conexões de Miller com os bolsonaristas envolvem tanto contatos políticos com Eduardo Bolsonaro quanto sua relação com Martins, condenado no processo que investigou a trama golpista no Brasil. Relação com Eduardo Bolsonaro e Filipe Martins

Entre os integrantes do bolsonarismo com acesso a Stephen Miller está Eduardo Bolsonaro, filho do ex-mandatário brasileiro. De acordo com a reportagem, o ex-parlamentar mantém o novo chefe de gabinete entre seus contatos na Casa Branca.

A proximidade de Miller com Filipe Martins, por sua vez, é anterior ao atual mandato de Trump. Os dois se conhecem desde o período em que o republicano ocupou a Presidência estadunidense pela primeira vez, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2021.

Martins atuou como assessor internacional de Jair Bolsonaro e posteriormente tornou-se réu no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado no Brasil.  Ele foi condenado e cumpre pena de prisão. A relação entre Miller e Martins também envolveu uma iniciativa judicial nos Estados Unidos, motivada por uma controvérsia sobre registros migratórios americanos.

Miller incentivou ação judicial de Filipe Martins nos EUA Um dos episódios que evidenciam a ligação entre os dois ocorreu quando Stephen Miller incentivou Filipe Martins a recorrer à Justiça da Flórida para esclarecer a inclusão de seu nome em registros de entrada nos Estados Unidos no fim de 2022.

A controvérsia surgiu em torno da alegação de que o ex-assessor teria acompanhado Jair Bolsonaro em uma viagem aos Estados Unidos naquele período. Martins contestou essa versão e apresentou diferentes evidências para sustentar que não havia realizado a viagem e que permanecera em território brasileiro na ocasião.

Na ocasião, Miller encorajou o ex-assessor a apresentar uma ação judicial para obter explicações sobre os registros da alfândega dos EUA que apontavam sua suposta entrada no país.

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