Na reconstrução do Brasil, Alckmin é esperançaFonte: Autoria, data de produção e publicação original não identificadas. A eleição presidencial terminou.
Lula e Geraldo Alckmin venceram. Embora tenha minhas convicções, o quadro nacional impõe a nós todos que a decisão das urnas deve ser respeitada e acatada.Porém a vitória não encerra os desafios do país: inaugura um novo período de responsabilidade política, em que será preciso reconstruir a confiança dos 59.826.041 de brasileiros que votaram do outro lado, enfrentar os desequilíbrios fiscais e restabelecer o diálogo entre governo, sociedade e instituições.O Brasil chega a este novo ciclo sob pressão.
A dívida pública, o custo elevado do crédito e a insegurança quanto aos rumos da economia afetam empresas, trabalhadores e famílias. A carga tributária pesa sobre quem produz, investe e empreende.
Ao mesmo tempo, a confiança nas instituições exige cuidado permanente: sem credibilidade, o Estado perde capacidade de coordenar esforços e de oferecer segurança à sociedade.A eleição conferiu legitimidade democrática aos vencedores. Não lhes concede, porém, um cheque em branco.
O mandato exige compromisso com a Constituição, responsabilidade na condução das contas públicas e respeito à pluralidade de uma nação que deve superar sua divisão em suas escolhas e convicções.O diálogo nacional há de ser restaurado. Renova-se a oportunidade de pacificar o país.
É disso que precisamos.É nesse contexto que vejo no vice-presidente Geraldo Alckmin uma possibilidade concreta de equilíbrio. Sua presença na chapa vencedora amplia a oportunidade de diálogo entre diferentes correntes políticas e setores da sociedade.Cabe-lhe agora exercer essa posição com atuação efetiva, contribuindo para que o governo conduza o país com prudência, previsibilidade e respeito às liberdades.A trajetória pública de Alckmin, marcada pela experiência administrativa e pela moderação, é extremamente valiosa neste momento.O país precisa de interlocutores capazes de aproximar governo, mercado, sociedade civil e oposição democrática, impedindo que as divergências se transformem em paralisia ou hostilidade permanente.A vitória eleitoral de Lula e Alckmin é um fato político consumado.
O que ainda está por ser construído é a forma como o novo mandato responderá às expectativas e às apreensões dos brasileiros.A estabilidade não nasce apenas do resultado das urnas: depende de escolhas concretas, de contas públicas sustentáveis, de instituições confiáveis e de uma disposição real para governar democraticamente para todos.A fé cristã ensina que, homens e mulheres, investidos de responsabilidade, foram chamados a servir ao seu povo em momentos decisivos.Não se trata de atribuir a um político uma missão providencial incontestável, mas de reconhecer que a vida pública também oferece oportunidades de serviço e cobra de quem as recebe coragem, prudência e senso de dever.Geraldo Alckmin tem, neste novo mandato, a oportunidade de ser uma poderosa voz de temperança.Sua tarefa será contribuir para que a vitória eleitoral se converta em estabilidade, que o diálogo produza resultados e que a autoridade pública seja exercida com responsabilidade.O Brasil que se leva a sério precisa de líderes capazes de unir credibilidade e razão, firmeza e conciliação, desenvolvimento e dignidade.Depois da eleição, a esperança não deve ser depositada em promessas fáceis, mas na capacidade de cada governante de honrar o mandato recebido.Como já me manifestei publicamente por diversas vezes, na credibilidade, na experiência e na moderação do vice-presidente Geraldo Alckmin eu confio.Que Deus abençoe o Brasil!Ricardo Sayeg é jornalista, advogado e jurista imortal da Academia Brasiliense de Direito e da Academia Paulista de Direito.
Professor Livre-Docente de Direito Econômico da PUC-SP e do curso de Recuperação de Empresas do Insper. Doutor e Mestre em Direito Comercial.
Oficial da Ordem do Rio Branco. Presidente da Comissão de Direito Econômico Humanista do IASP e da Comissão Nacional Cristã de Direitos Humanos do FENASP.
Comandante dos Cavaleiros Templários do Real Arco Guardiões do Graal.
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