Gaspar, Kauã Gabriel e Márcio Vitor deram ao Avaí a mobilidade que faltava para reagir e conquistar a vitória sobre o São Bernardo. Agora, a esperança de permanência depende ainda do jogo do Ceará
Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria. O Avaí fez a sua parte.
A vitória de virada por 2 a 1 sobre o São Bernardo, na Ressacada, mantém viva a possibilidade de permanência na Série B e expõe uma reflexão para Marquinhos Santos: a mobilidade que faltou no início apareceu depois do intervalo, nas trocas do segundo tempo. A escalação inicial voltou a engessar o time.
Hyan, Wenderson, que tem característica defensiva, estavam ao lado de Léo Gamalho, atacante de pouca mobilidade. Jean Lucas era o único com capacidade de criação.
Quaresma tentou algumas jogadas pela esquerda, dentro de suas limitações, enquanto João Vitor ocupava o lado direito. Faltaram velocidade e alternativas para desorganizar a marcação adversária.
Havia pouca gente para atacar os espaços, o que facilitou a marcação paulista. O primeiro tempo foi muito fraco.
O Avaí acertou apenas duas finalizações no alvo, contra uma do São Bernardo. Não houve chance clara para nenhum dos lados.
O 0 a 0 foi justo para um jogo sonolento e sem inspiração. Marquinhos manteve a formação após o intervalo, sem encontrar soluções, e o Avaí sofreu o gol de Fabrício Daniel, em bela conclusão na área.
A reação só começou de fato com as mudanças. Gaspar, formado na base e mais rodado, Kauã Gabriel e Márcio Vitor deram velocidade e mobilidade.
Gabriel Cipriano e o lateral Wallison também ajudaram a mudar o comportamento da equipe. O Avaí passou a ocupar o ataque, pressionar a saída de bola e construir melhor.
Apareceram tabelas, aproximações e movimentações. O time ganhou intensidade, criou duas grandes oportunidades contra nenhuma do São Bernardo e terminou com 18 finalizações, sendo oito no alvo.
O adversário teve 11 arremates, com apenas cinco deles certos. Com jogadores móveis, o Leão encontrou linhas de passe, acelerou as jogadas e empurrou o adversário para trás.
A virada, com gols de Wallison (arbitragem deu como Pará, lateral esquerdo do São Bernardo contra) e Gaspar, foi merecida. A vitória mostrou alternativas para tornar o Avaí mais competitivo.
Os jovens, com energia e identificação com a Ressacada, eram um caminho a explorar. Marquinhos teve coragem de fazê-lo nesta rodada, mas fica a pergunta: por que essa imposição não apareceu nos jogos anteriores em casa?
O São Bernardo encerra sua primeira Série B com campanha segura, na sua primeira participação na Série B. Garantiu a manutenção com segurança, sem passar por sufoco, e ainda flertou, mesmo que remotamente, com os playoffs.
Agora, sem mais o que brigar na competição, planeja a última rodada e a próxima temporada. Para o Avaí, a conta continua aberta.
A permanência depende do resultado do Ceará diante do América-MG, no Castelão. Se o Ceará perder, o Leão chegará à rodada final com possibilidade de salvação, mas terá obrigação de vencer o América-MG, no Independência, em Belo Horizonte.
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