Mpox: Rio tem maior número de casos em um mês desde 2022; veja sintomas

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Fonte da notícia: Valor Valor

O estado do Rio de Janeiro vem enfrentando um aumento no número de casos confirmados de Mpox este ano. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do estado (SES-RJ), 269 casos foram confirmados até 03 de novembro, mais do que o dobro dos 119 casos confirmados em todo o ano de 2025.

A maioria desses casos foram notificados na capital fluminense, que confirmou 196 casos de Mpox em 2026 até o momento, segundo dados do Observatório Epidemiológico da cidade do Rio de Janeiro. Mais da metade dos casos confirmados (102) foram registrados nos últimos dois meses, sendo que outubro de 2026 marcou com 55 casos, o maior número de registros desde outubro de 2022, quando 67 casos foram registrados na cidade do Rio de Janeiro.

O Ministério da Saúde afirmou em nota ao Valor que irá reforçar os estoques de vacinas no Rio de Janeiro, com a imunização direcionada a grupos recomendados, "contribuindo para o controle dos casos atuais e para a preparação para o fim do ano, período de maior concentração da circulação de pessoas." A SES-RJ afirmou que 953 doses de vacinas contra a varíola símia (atenuada) foram aplicadas no estado até o momento.

No Brasil, o órgão federal confirma 665 casos de Mpox, mas pontua que o país já enfrentou cenários piores da doença. "O número nacional representa uma redução de 94% em relação aos 10.821 casos notificados em 2022, quando o país enfrentou um surto da doença", escreveu o Ministério da Saúde.

O que é mpox e quais seus sintomas? A mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença causada pela infecção pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família do vírus da varíola.

A transmissão, segundo o Ministério da Saúde, ocorre por contato direto com a pele, lesões ou secreções de uma pessoa infectada, além da exposição próxima e prolongada a gotículas respiratórias. Também pode acontecer por meio do contato com objetos e materiais contaminados ou com animais infectados, especialmente roedores.

Entre os principais sintomas estão erupções cutâneas ou lesões na pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo e de cabeça, calafrios e fraqueza. O período de incubação varia de três a 21 dias, com média entre 10 e 16 dias.

Qual é o tratamento para mpox? Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento dos casos de mpox se baseia em medidas de suporte clínico com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir, tratar complicações e evitar sequelas.

Não há um medicamento aprovado especificamente para a doença. Quem pode se vacinar?

Existe vacina contra a Mpox, mas a imunização é destinada a grupos específicos. Segundo o Ministério da Saúde, são prioritários:

Pessoas vivendo com HIV que apresentam comprometimento grave do sistema imunológico; Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com o vírus;

Pessoas que tiveram contato de risco com casos suspeitos ou confirmados da doença. Como se prevenir?

A SES-RJ afirma que a principal forma de prevenção da Mpox é evitar o contato com pessoas que apresentem sintomas da doença, especialmente lesões na pele ou nas mucosas. Entre as principais recomendações estão:

Evitar contato físico direto com lesões na pele ou nas mucosas de pessoas com suspeita ou confirmação da doença; Evitar contato íntimo e relações sexuais na presença de sinais ou sintomas suspeitos, até avaliação por um profissional de saúde;

Não compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas de cama e vestimentas, que possam estar contaminados; Procurar atendimento em uma unidade de saúde diante do aparecimento de lesões suspeitas, especialmente nas regiões genital, anal, oral ou em outras partes do corpo, acompanhadas ou não de febre e aumento dos linfonodos;

Em caso de suspeita ou confirmação, seguir as orientações de isolamento e acompanhamento dos serviços de saúde, evitando contato físico próximo até a completa cicatrização das lesões e a formação de uma nova camada de pele; Buscar informações sobre a vacinação contra a Mpox, disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos, conforme as recomendações vigentes do Ministério da Saúde.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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