247 – O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avaliou que o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) reúne força política e tem grandes chances de conquistar a reeleição à presidência da Câmara dos Deputados. Em entrevista à CNN Brasil, Kassab também apontou a indefinição na disputa pelo comando do Senado, com a possibilidade de um nome de centro entrar na corrida.
Kassab afirmou que Motta conta com apoio político suficiente para se tornar o favorito na disputa pela Câmara. Na avaliação do dirigente do PSD, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tivesse vencido a eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teria condições de reunir uma maioria confortável para comandar a Câmara.
Com a vitória de Lula, porém, o mandatário precisa buscar alianças com partidos de centro, segundo Kassab. “Não conseguirá fazer um candidato do seu campo da esquerda”, afirmou o presidente do PSD ao comentar as dificuldades do governo para viabilizar um nome próprio na disputa.
“Então ele [Lula] está se compondo com o centro, o centro tem o nosso partido, tem o Centrão e está se desenhando a candidatura de Hugo Motta. Hugo Motta é realmente um candidato hoje, inquestionavelmente, está com bastante força e com grandes chances de ser o candidato vitorioso”, disse Kassab.
Disputa pelo Senado segue indefinida Ao comentar a eleição para a presidência do Senado, Kassab apontou um cenário diferente, com articulações tanto da esquerda quanto da direita em torno de candidaturas já colocadas.
Segundo ele, setores da esquerda apoiam o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), enquanto a direita se movimenta em torno do senador Rogério Marinho (PL-RN). Kassab avaliou que a direita poderá buscar uma alternativa de centro caso perceba que Marinho não tem condições de vencer a disputa.
O mesmo movimento poderia ocorrer entre aliados do governo, caso concluam que Alcolumbre não conseguirá conquistar a maioria. “No Senado é um pouco diferente.
A esquerda está vindo em apoiar o Davi, a direita, o Rogério Marinho. O que que eu percebo: se a direita com o Rogério Marinho perceber que não pode ganhar, ela pode preferir ganhar com alguém do centro do que perder para a esquerda — a esquerda que eu digo, o candidato do governo”, prosseguiu.
Na avaliação do presidente do PSD, esse cenário abre espaço para o surgimento de uma terceira candidatura competitiva, capaz de reunir apoios de diferentes setores políticos. “O candidato do governo, que tudo leva a crer será o Davi, perceber que não vai ganhar talvez prefira caminhar com alguém do centro do que perder.
Acredito que possa haver um jogo no Senado e as pessoas imaginando que está entre o Rogério Marinho e o Davi e de repente surge um tercius que pode ser competitivo”, acrescentou.
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