Mpox: Erika Hilton cobra Governo Lula por vacinas para SP; DF tem 23 casos e está sem doses

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Deputada quer parte das até 20 mil doses autorizadas nesta quinta (5). Rio concentra um terço dos casos do país, e a capital federal aguarda lotes sem previsão

Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria. A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Governo Lula nesta quinta-feira (5) e pediu que parte das até 20 mil doses da vacina contra a mpox, compra que o Ministério da Saúde autorizou no mesmo dia, vá imediatamente para o estado de São Paulo.

A parlamentar também quer que o governo libere novos lotes. A cobrança é pública e vem de dentro da base aliada.

Reeleita em outubro como a mulher mais votada da história da Câmara, Erika chamou a compra de “um bom começo”, mas deixou um recado direto: “essas doses precisam chegar no nosso estado o mais rápido possível”. O pedido de São Paulo chega enquanto a doença avança também na capital federal.

Até 4 de novembro, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) tinha confirmado 23 casos de mpox em 2026. Oito deles são de outubro, e o número já se aproxima dos 25 registrados em todo o ano passado.

O problema é que o DF não tem doses disponíveis na rede pública. A SES-DF pediu novos lotes ao Ministério da Saúde, mas ainda não há data para a entrega.

O Lacen-DF também ainda não identificou a cepa predominante entre os casos recentes. O Brasil confirmou 665 casos de mpox em 2026, segundo o Ministério da Saúde.

Isso é 94% menos que em 2022, no auge do surto. Neste ano, porém, a pressão está concentrada no Rio de Janeiro: até outubro, o estado tinha 218 casos, cerca de um terço do total nacional.

Em outubro, o Rio teve o maior número mensal de infecções desde 2022 e recebeu mais 2 mil doses nesta semana. Ou seja, a disputa por imunizantes entrou no radar de mais de um estado.

As doses devem ser compradas pelo Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), e a oferta no mercado internacional continua restrita. Erika também tentou combater o estigma em torno da doença.

Segundo ela, a mpox não é uma infecção sexualmente transmissível (IST). A transmissão acontece por contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada, sobretudo com as lesões na pele, e não depende de relação sexual.

Para a deputada, isso aumenta o risco em metrópoles como São Paulo, Campinas, Sorocaba, Santos e Ribeirão Preto. A vacinação continua restrita a grupos de maior risco:

Quem faz parte do público-alvo deve procurar o Centro de Referência onde já é acompanhado para se cadastrar. No DF, a vacina é aplicada no Hospital Universitário de Brasília (HUB), depois de avaliação técnica.

Joice Gonçalves é repórter do ND Mais em Brasília, de onde acompanha de perto as movimentações do Congresso Nacional, os bastidores dos Três Poderes e os rumos das Eleições 2026. Possui sólida experiência política, tendo acompanhado ativamente os pleitos eleitorais, tanto municipais quanto gerais, nas edições de 2018, 2020 e 2022.

Além de escrever matérias sobre política, processo legislativo, sociedade e comportamento, produz conteúdos que explicam decisões do governo e seus impactos na vida do leitor. Formada em Comunicação pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), atua no jornalismo desde 2021 e tem experiência em grandes redações multimídia de TV e portais de notícia, com produção multiplataforma e projetos especiais que envolvem articulações políticas e o poder público.

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