Motorista deixa o carro com pneus muito desgastados porque só utiliza o veículo para ir ao trabalho e descobre que percorrer trajetos curtos não afasta as exigências de segurança dos equipamentos

Motorista deixa o carro com pneus muito desgastados porque só utiliza o veículo para ir ao trabalho e descobre que percorrer trajetos curtos não afasta as exigências de segurança dos equipamentos - Foto
Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Saiba quando o desgaste gera multa, cinco pontos e riscos na chuva Manter pneus muito desgastados porque o carro percorre apenas o caminho de casa ao trabalho não afasta as exigências de segurança.

Mesmo um trajeto curto pode incluir chuva, frenagens inesperadas e mudanças de direção. Na situação apresentada, o motorista precisa avaliar o estado dos equipamentos antes de continuar circulando.

A distância percorrida não cria uma exceção às regras de conservação do veículo. Não.

As exigências sobre as condições dos pneus valem também para deslocamentos urbanos de poucos quilômetros. O motorista não pode considerar o equipamento adequado apenas porque conhece o caminho, dirige devagar ou utiliza o carro durante poucos minutos.

Essas circunstâncias não corrigem o desgaste da banda de rodagem. O critério é a condição do pneu, não a finalidade da viagem.

Ir ao trabalho, buscar alguém ou fazer uma compra rápida continua exigindo um veículo em condições de circulação. Antes de sair, cabe verificar se existem sinais de desgaste excessivo ou danos que comprometam a segurança.

A Resolução Contran nº 913/2022 proíbe circular com pneu cujo desgaste tenha atingido os indicadores ou cuja profundidade remanescente da banda de rodagem seja inferior a 1,6 milímetro. O indicador, conhecido como TWI, ajuda nessa conferência.

Para verificar o equipamento, é importante: O TWI é um indicador de desgaste localizado nos sulcos do pneu.

Confira os pontos abaixo para observar a condição da banda de rodagem. Localizar as marcações que indicam a posição do TWI.

Observar as pequenas elevações de borracha no fundo dos sulcos. Conferir se a banda de rodagem já está nivelada com esses indicadores.

Examinar diferentes pontos, pois o desgaste pode ser irregular. Solicitar avaliação profissional quando houver dúvida sobre a condição do pneu.

Atenção ao desgaste: quando a banda de rodagem atinge o nível dos indicadores TWI, o pneu chegou ao limite de desgaste indicado por eles. Danos ou desgaste irregular também podem exigir substituição antes desse ponto.

Os sulcos ajudam a escoar a água na região de contato com o pavimento. Quando ficam excessivamente rasos, essa capacidade é prejudicada.

A Polícia Rodoviária Federal alerta que pneus muito gastos e calibragem inadequada favorecem a aquaplanagem, situação em que uma camada de água reduz o contato com a pista. O risco também depende da velocidade e da quantidade de água.

Por isso, não é correto afirmar que qualquer pneu gasto provocará um acidente em toda chuva. Entretanto, reduzir a velocidade não recupera os sulcos perdidos.

A condução cuidadosa precisa acompanhar a manutenção, sem substituir a troca necessária. A profundidade da banda de rodagem não é o único aspecto da conservação.

Um pneu pode apresentar danos mesmo sem parecer completamente liso. Durante a inspeção, o motorista deve procurar alterações visíveis e informar ao profissional qualquer mudança percebida ao dirigir, especialmente:

O artigo 230, inciso XVIII, do Código de Trânsito Brasileiro enquadra a circulação de veículo em mau estado de conservação quando há comprometimento da segurança. A infração é grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na habilitação e medida administrativa de retenção para regularização.

A fiscalização deve registrar a irregularidade constatada. A alegação de que o carro roda pouco não elimina o enquadramento quando suas condições atendem à hipótese legal.

Pagar a multa não regulariza o equipamento. O proprietário continua responsável por corrigir o problema e observar as determinações recebidas durante a abordagem.

O motorista deve seguir a pressão recomendada pelo fabricante para a condição de carga, verificando-a preferencialmente com os pneus frios. Também precisa investigar desgaste irregular, vibrações e perda de pressão.

Calibragem, alinhamento e balanceamento têm funções de manutenção, mas não devolvem a borracha consumida de um pneu que atingiu o limite. Se os pneus muito desgastados já não atendem às condições de circulação, o caminho é providenciar a substituição antes de retomar o deslocamento.

Quando houver dano que torne o uso inseguro, deve-se buscar assistência para resolver o problema sem dirigir nessas condições. A rotina até o trabalho precisa começar com a conferência do veículo, mesmo que o destino fique perto.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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