Mortes de animais marinhos disparam 120% em Florianópolis e geram alerta de contaminação por doenças nas praias

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Disparada no recolhimento de pinguins e tartarugas acende o sinal de alerta na Capital; especialistas alertam que contato com carcaças na areia pode transmitir infecções para pessoas e pets Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

Um dado preocupante acendeu o sinal de alerta nas praias de Santa Catarina. Em apenas um ano, o número de mortes de animais marinhos na orla de Florianópolis registrou um salto de cerca de 120%.

Os dados e o panorama do impacto ambiental foram revelados no SC No Ar, da NDTV RECORD. A investigação mostrou os bastidores do trabalho no maior centro de reabilitação de animais da América do Sul, administrado pela Associação R3 Animal, em Florianópolis.

No local, profissionais realizam exames de necropsia e análises laboratoriais para identificar o que tem provocado a morte de espécies resgatadas na areia, como pinguins, tartarugas e aves marinhas. As análises desenvolvidas pelos especialistas revelam o forte impacto da ação humana e da poluição na orla catarinense.

Durante a necropsia, os técnicos já se depararam com cenários impressionantes. Um deles foi de uma tartaruga marinha, encontrada morta contendo uma grande quantidade de material plástico no trato digestivo, enquanto uma ave foi localizada com um anzol de alumínio preso no organismo.

Em outro caso, a ave foi resgatada enroscada em redes de pesca. Segundo a equipe técnica, a maioria dos animais encontrados debilitados ou mortos é jovem.

Entre os fatores apontados para a mortalidade estão: Muitos desses animais chegam às praias trazidos pelas marés após morrerem em alto-mar, enquanto outros chegam ainda vivos, mas não resistem às complicações de saúde.

Diante da disparada nas ocorrências, especialistas fazem um alerta rigoroso a moradores, banhistas e tutores de animais domésticos que frequentam a orla. A orientação principal é manter distância e jamais manusear ou se aproximar de carcaças ou animais debilitados.

Como não é possível saber de imediato a causa da morte do animal, a proximidade física representa risco direto de transmissão de doenças infecciosas e patógenos para humanos e cães que passeiam na areia. Tutores devem reforçar a atenção com os pets durante as caminhadas para evitar que eles cheirem ou entrem em contato com corpos em decomposição.

Caso encontre um animal marinho debilitado ou morto na praia, a orientação é não tocar no corpo e acionar imediatamente os órgãos ambientais e equipes de resgate para a remoção adequada. Além dos exames para determinar a causa da morte dos animais, o espaço mantido pela Associação R3 Animal atua no resgate e recuperação da fauna encontrada com vida.

O centro conta com estrutura para exames complementares, como radiografia e ultrassom, que auxiliam no diagnóstico e tratamento. Após o período de reabilitação e a confirmação de que os animais estão verdadeiramente saudáveis, eles são reintroduzidos com segurança ao seu habitat natural.

Luana Pfleger é jornalista em formação e escreve para o ND Mais, integrando o Núcleo de Santa Catarina na redação de Florianópolis. Produz textos focados na cobertura de notícias da região da Grande Florianópolis e cidades vizinhas, como São José, Palhoça e Biguaçu.

Curiosa e conectada aos acontecimentos da região, acompanha temas de interesse público, cotidiano e tudo que impacta o morador de Santa Catarina. Trabalha com comunicação desde 2022 e cursa Jornalismo na Estácio de São José.

Possui experiência em assessoria de comunicação pública e acompanhou de perto eventos como o Summit Cidades e o Comac (Congresso de Municípios, Associações e Consórcios), com cobertura voltada à gestão pública e ao desenvolvimento regional. Leia mais ▾

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