‘Ministério da Justiça está classificando desenhos bíblicos em vez de estar preocupado com o crime’, critica senador do PL

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Efraim Filho (PL-PB) fez críticas ao Ministério da Justiça e citou a classificação etária de desenhos bíblicos, durante debate sobre a PEC da Segurança Pública nesta terça-feira (3) Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O Senador Efraim Filho (PL-PB) fez críticas ao Ministério da Justiça nesta terça-feira (3), durante o debate sobre a PEC da Segurança Pública. Em sua fala, citou a decisão da pasta de classificar um programa de desenhos bíblicos como não recomendado para menores de 12 anos.

“O problema da escalada no Brasil do avanço das facções do crime organizado é porque não tem o Ministério da Segurança Pública. Qual é a serventia do Ministério da Justiça? Até me pergunto, porque essa semana o Ministério da Justiça em vez de estar preocupado com o crime organizado, sabe o que o Ministério da Justiça está lidando? Classificação etária de desenhos bíblicos.

Isso é um absurdo”, afirmou o parlamentar. Efraim Filho declarou voto a favor da PEC em discussão.

“A gente precisa lutar contra essa escalada da violência que amedronta as famílias brasileiras. A mãe de família está com medo, o estudante está com medo, o trabalhador está com medo, o Uber está com medo.

Sabe quem não está com medo? É o bandido”, argumentou. Nesta terça-feira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública voltou atrás com a decisão de 28 de outubro de classificar o programa Record Kids – Desenhos Bíblicos como não recomendado para crianças menores de 12 anos.

Em nota à imprensa, a pasta reconheceu que a análise realizada anteriormente pela Coordenação-Geral de Política de Classificação Indicativa não teria aplicado integralmente a metodologia do Guia Prático de Classificação Indicativa, editado em 2025. “Os pontos centrais são o tratamento do contexto cultural e religioso e a aplicação de atenuantes à obra em sua integralidade”, afirmou o comunicado.

A fala do senador foi feita durante a análise da PEC da Segurança Pública, que altera a Constituição Federal para redefinir regras sobre segurança pública, defesa social, sistema penitenciário e atividade de inteligência. Na sessão desta terça-feira, o Senado aprovou, em primeiro-turno, o texto-base da proposta sem a emenda que reduzia a maioridade penal para 16 anos.

Júlia Matos é estudante de Jornalismo na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina). Cobre temas como política, justiça e economia em âmbito nacional e internacional, aplicando conhecimentos que acumulada sobre democracia e políticas públicas.

Entusiasta dos direitos das mulheres, assinou uma reportagem sobre os desafios da participação feminina na política. Foi premiada no 15º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão e no 3º Prêmio ACI Ocesc de Jornalismo, além de ter participado como speaker do TEDx Blumenau 2024.

Atuou na cobertura das Eleições Gerais de 2022, focada na produção de boletins informativos e acompanhamento do dia das votações pela Rádio Ponto UFSC. Leia mais ▾

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