Entenda como funciona treinamento da FAB em Florianópolis que recria cenários extremos de resgate e é observado pelos EUA e Canadá

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Exercício Carranca simula desde a triagem do alerta até o resgate de vítimas no mar e em terra; operação mobiliza 300 militares, oito aeronaves e delegações estrangeiras Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O Exercício Operacional Carranca, sediado na Base Aérea de Florianópolis desde a última sexta-feira (30) até o dia 13 de novembro, funciona como uma simulação prática e encadeada de missões reais de busca e salvamento em ambientes terrestres e marítimos. A dinâmica operacional mobiliza cerca de 300 militares e oito aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira), além de tropas do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil, reproduzindo passo a passo os desafios enfrentados pelas tripulações em situações de socorro extremo.

A simulação tem início a partir do alerta inicial recebido pelos centros de coordenação, etapa na qual os operadores analisam os dados da ocorrência e elaboram o planejamento tático dos voos. Em seguida, as aeronaves decolam para realizar as varreduras de busca nos setores delimitados, identificar a localização exata das vítimas e executar as manobras de extração e salvamento.

Treinamento da FAB reúne militares em simulações de salvamento em alto mar Vídeo: Sarah Pretto/ND Mais Para testar o preparo das equipes em condições críticas, os cenários são planejados com níveis progressivos de dificuldade, avaliando o tempo de resposta, a precisão das manobras e a segurança dos procedimentos.

O treinamento integra o cronograma anual de instrução do Sissar (Sistema Aeronáutico de Busca e Salvamento), estrutura responsável por coordenar operações em um espaço aéreo de aproximadamente 22 milhões de quilômetros quadrados, que cobre todo o território nacional e uma extensa área sobre o Oceano Atlântico.

A finalidade do exercício prático é unificar protocolos, aprimorar a capacidade de pronta resposta e integrar as unidades operacionais. Para viabilizar a execução dos exercícios simulados, a FAB deslocou diferentes modelos operacionais, incluindo o cargueiro multimissão KC-390 Millennium, a aeronave de patrulha P-95BM, o avião de busca SC-105 Amazonas e os helicópteros H-60L Black Hawk, operados por esquadrões de várias regiões do país.

O diretor do exercício, coronel aviador Davi de Abreu, enfatizou a relevância do alinhamento das tropas em campo e apontou que “esse treinamento também nos permite avaliar nossas capacidades e identificar pontos que precisam ser aperfeiçoados. Afinal, em uma situação real de emergência, precisamos estar preparados para agir de forma rápida, coordenada e eficiente”.

Segundo a corporação militar, as missões diárias servem para alinhar a atuação das tripulações, aperfeiçoar o entrosamento entre os tripulantes a bordo e os centros de coordenação em terra e elevar os padrões técnicos exigidos em ocorrências reais de acidentes aeronáuticos e naufrágios.

Além do efetivo das Forças Armadas brasileiras, a operação conta com observadores militares dos Estados Unidos, do Canadá e de nações da América do Sul e do Caribe. A presença estrangeira visa estreitar os canais de comunicação internacional e alinhar procedimentos de busca e salvamento para operações combinadas.

Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (5), o major da FAB Victor Saraiva detalhou a importância do intercâmbio ao afirmar que “essa pequena semente que foi plantada este ano, a gente entende que em pouco tempo, depois que visualizarem como a gente trabalha, gera lá na frente cartas de acordo operacional, documentação que facilite esse envio e troca de mensagens e informações para salvaguardar a vida humana”.

Na mesma ocasião, o major Raphael Rosa explicou que o contato com a comunidade internacional acelera a incorporação de práticas eficientes adotadas em outros países. Ele citou como exemplo a experiência das tripulações brasileiras em operações na Amazônia, cujos métodos são compartilhados com delegações estrangeiras e retornam na forma de novos conhecimentos operacionais.

O intercâmbio de dados técnicos serve ainda como base para futuras manobras com aeronaves estrangeiras em território nacional e missões brasileiras no exterior. O major Saraiva reforçou essa perspectiva ao lembrar que “ano passado, eu estive no Canadá como observador.

Então, a ideia é também de a gente mandar aeronaves para lá ou para os próprios Estados Unidos. A ideia é ter essa intercooperação.

O ganho é exponencial”. Matheus Bastos é estudante de Jornalismo na UFSC e, no ND Mais, escreve sobre assuntos de interesse público da vida do catarinense.

Entre assuntos mais abordados estão o meio ambiente, segurança pública e a infraestrutura de Santa Catarina, com foco especial em Florianópolis e região. Foi premiado na Expojor UFSC, em trabalhos de áudio e jornalismo digital, e recebeu o Prêmio ACMP de Jornalismo, em 2025, com a reportagem “Corrupção de milhões: como a Operação Mensageiro mudou contratos públicos e a política de SC”.

Também atua na cobertura de destaques da política de Santa Catarina e integra a cobertura das Eleições 2026 no portal ND Mais. Leia mais ▾

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