A Microsoft está encerrando um acordo para alugar capacidade de computação voltada à inteligência artificial (IA) da Oracle, como parte de uma reavaliação mais ampla de bilhões de dólares em parcerias de computação em nuvem. Entenda os protestos: Obra de centro de processamento de dados para IA da Microsoft é invadido em Amsterdã
Apagão elétrico e colapso financeiro: Os riscos da IA, segundo um de seus principais criadores Nos últimos meses, a Microsoft vem desativando a capacidade computacional alugada da Oracle, após decidir não renovar o contrato, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
Com o passar do tempo, a capacidade computacional que a Microsoft alugava tornou-se menos útil, pois deixou de atender às especificações da empresa, disseram as fontes, que pediram anonimato. O hardware da Oracle utilizado no acordo empregava chips da Nvidia de gerações anteriores, acrescentaram.
Um porta-voz da Oracle afirmou que a demanda pela infraestrutura de IA da empresa continua forte, inclusive por unidades de processamento gráfico (GPUs) de gerações anteriores. Em setembro, a Oracle informou que estava renovando contratos de GPUs com quatro anos de uso por um valor 20% superior ao preço do acordo original.
A Microsoft se recusou a comentar. As ações da Oracle recuaram cerca de 3%, eliminando os ganhos registrados anteriormente.
Surpreendente: Roubo de US$ 6,3 bi da Binance começou com golpe da falsa entrevista de emprego Nos termos do acordo, anunciado em 2023, a Oracle concordou em fornecer à Microsoft acesso a servidores que dariam suporte a uma nova versão do mecanismo de busca Bing com recursos de inteligência artificial.
Não foi possível determinar o valor total do contrato. O fato de a Microsoft estar disposta a alugar servidores de uma de suas principais concorrentes foi visto como um dos primeiros sinais da enorme escassez de capacidade de processamento que passou a caracterizar a era da inteligência artificial (IA).
A maior empresa de software do mundo ajudou a impulsionar o crescimento do chamado setor de neoclouds (provedores de serviços de computação em nuvem especializados em infraestrutura para IA), ao firmar contratos bilionários com empresas iniciantes do setor, como CoreWeave, Nscale e Nebius.
iPhone Duo: O GLOBO testa primeiro dobrável da Apple; veja o review e as novidades Ao todo, a Microsoft se comprometeu a gastar mais de US$ 80 bilhões para alugar capacidade de computação de outras empresas de nuvem e, assim, reforçar seus próprios esforços na área de IA.
Mas a Microsoft vem repensando sua estratégia. Executivos importantes da empresa demonstraram crescente insatisfação com os provedores de neoclouds devido aos altos custos e aos atrasos.
Na mesma época em que a Microsoft decidiu não renovar o acordo com a Oracle, também reforçou a supervisão de outros projetos de data centers, abandonou aqueles que considerava arriscados e passou a debater internamente se deveria firmar novos contratos com empresas de neoclouds, conforme noticiado anteriormente pela Bloomberg.
Nos EUA: Derrota de Trump nas eleições para o Congresso dos EUA põe em xeque boom de data centers Em junho, o Business Insider informou que as duas empresas estavam negociando um novo acordo para transferir algumas das cargas de trabalho da Microsoft para a nuvem da Oracle, mas as conversas não avançaram e acabaram fracassando.
O negócio de computação em nuvem da Oracle expandiu-se rapidamente desde 2023, impulsionado por grandes contratos relacionados à IA com empresas como OpenAI e Meta. No exercício fiscal encerrado em maio de 2026, a divisão de computação em nuvem da Oracle registrou receita de US$ 18 bilhões.
Com a Oracle desenvolvendo data centers e ampliando suas operações de computação em nuvem, a empresa foi inicialmente considerada uma das grandes beneficiárias do boom de inteligência artificial. No entanto, recentemente, investidores passaram a demonstrar preocupação com os elevados investimentos de capital, que fizeram com que o fluxo de caixa livre da Oracle se tornasse negativo.
Desde que atingiram o pico de US$ 248,15 em 1º de junho deste ano, as ações da empresa perderam mais da metade de seu valor.
O Globo