A Meta Platforms busca captar cerca de US$ 15 bilhões em títulos denominados em dólares com parte de uma oferta internacional de títulos, num momento em que gigantes de tecnologia enfrentam o ceticismo dos investidores para financiar a expansão da infraestrutura de inteligência artificial.
O volume da oferta ainda pode aumentar, dependendo da demanda dos investidores, segundo pessoas a par do assunto. A empresa planeja emitir pelo menos US$ 20 bilhões no total, com uma primeira oferta de títulos denominados em euros prevista para ser realizada já na quarta-feira, disseram as pessoas, que pediram anonimato por não terem autorização para falar publicamente.
A Meta está vendendo os títulos em dólares em cinco séries, com vencimentos entre cinco e 30 anos. A indicação inicial de preço para o papel de prazo mais longo aponta para um prêmio de rendimento de cerca de 2,5 pontos percentuais sobre os Treasuries, acrescentaram as pessoas.
Os últimos dias registraram uma disparada nas emissões de dívida por empresas na linha de frente do boom de gastos com IA, embora gestores estejam cada vez mais apreensivos com a escala sem precedentes desses investimentos. Um grupo de hyperscalers e empresas conhecidas como neoclouds acompanhado pela Bloomberg Intelligence deve investir quase US$ 4,5 trilhões nos próximos três anos.
Na segunda-feira, a Oracle vendeu US$ 10 bilhões em títulos, e a Alphabet captou 6 bilhões de euros com uma emissão de papéis denominados na moeda comum europeia. Na semana passada, a Microsoft encerrou um período de quase três meses sem emissões de títulos por grandes empresas de tecnologia com uma operação de US$ 25 bilhões.
A Meta havia recorrido pela última vez ao mercado de títulos com grau de investimento em abril, quando captou US$ 25 bilhões em uma operação que chegou a atrair US$ 96 bilhões em demanda dos investidores. Desde então, o apetite por ofertas ligadas à IA diminuiu, e compradores passaram a exigir concessões maiores para assumir o risco.
Citigroup e Morgan Stanley coordenam a nova oferta. A Meta e os bancos envolvidos na transação não quiseram comentar.
A Meta lançou recentemente o Muse Wonder, novo e aguardado modelo de IA com “capacidades de fronteira” que, segundo a direção da empresa, é comparável ao ChatGPT, da OpenAI, e ao Claude, da Anthropic, em tarefas de programação e na resolução de questões financeiras ou jurídicas.
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