Especulado para o Ministério da Fazenda, governador reeleito do Piauí já tinha celebrado o "equilíbrio fiscal" Governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT, foto) anunciou mais uma recondução para seu segundo governo, e soltou mais um recado ao final, como tinha feito ao dizer que manterá Emílio Joaquim Júnior no comando da Secretaria de Fazenda do Estado.
Fonteles é cotado para comandar o Ministério da Fazenda do quarto mandato de Lula. “Informo ao povo piauiense que o atual Secretário de Planejamento do Estado do Piauí, Prof.
Washington Bonfim, vai permanecer nessa Secretaria em nosso próximo mandato. Nossa gratidão por aceitar novamente essa missão tão relevante para a eficiência e efetividade de nossas diversas políticas públicas em todas as 4 macrorregiões, 12 territórios de desenvolvimento (mesorregiões) e 28 microrregiões do Estado do Piauí”, anunciou Fonteles em seu perfil no X.
“O Estado do Piauí se tornou uma referência nacional em Planejamento Territorial e Participativo, bem como em Gestão e Governança baseada em Dados, Evidências, Indicadores e Resultados. Iniciativas como OPA (Orçamento Participativo Digital), Pactos pelo Piauí, Diálogos pelo Piauí, DadosPI (Observatório de Dados), MGE (Modelo de Gestão Estadual), GIP (Gestão do Investimento Público), CIET (Centro de Inteligência em Economia e Estratégia Territorial), MOFMP (Marco Orçamentário e Fiscal de Médio Prazo) e o Pacto pela Economia (Fortalecimento da Cultura Empreendedora) fazem parte dessa revolução que fizemos no planejamento do Estado do Piauí”, seguiu o governador, antes de arrematar:
“Viva o Planejamento Territorial e Participativo, baseado em Dados, Evidências, Indicadores e Resultados!!!” Ao anunciar a permanência do secretário de Fazenda, Fonteles disse “Viva o Equilíbrio Fiscal!!”.
Após a eleição de Lula, a constatação de que o presidente governou no terceiro mandato como se não houvesse amanhã se impôs, e agora o país espera o petista dizer como pretende colocar a economia brasileira nos trilhos, após quatro anos e uma campanha eleitoral de gastos irresponsáveis.
Fonteles parece tentar se posicionar entre os responsáveis, mas há uma legião de petistas que considera que o Brasil não tem ajuste para fazer e que tudo não passa de implicância do mercado. Nesse contexto, ganhou muita atenção proposta do economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real e do Plano Cruzado, para tentar reduzir os juros sem precisar fazer ajuste fiscal.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou interesse do governo Lula na proposta, mas petistas como Sergio Gabrielli, Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias se animaram.
O Antogonista