Mensagens vazadas: Gabriel Magno pede prisão de Ibaneis Rocha por atuação em compra do Banco Master

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – O deputado distrital Gabriel Magno, presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), protocolou uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a prisão preventiva e o bloqueio total de bens do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.

A representação acusa o ex-chefe do Executivo de atuar como facilitador em um esquema de fraudes financeiras envolvendo a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A denúncia baseia-se em desdobramentos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga a transferência de passivos ilíquidos e a alavancagem do Banco Master utilizando o patrimônio do BRB.

Segundo a investigação, as transações irregulares alcançaram R$ 17 bilhões, com o pagamento de R$ 146,5 milhões em propinas imobiliárias a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco público. Magno fez duras críticas, em entrevista à TV 247, ao ex-governador Ibaneis Rocha, acusando-o de atuar em subordinação a Daniel Vorcaro (ligado ao Banco Master) para a concretização dessas operações: “O Ibaneis […] era um funcionário do Vorcaro.

Ele não só agiu como ele agia quando sentava na cadeira do governador como funcionário do Vorcaro”. Diante da gravidade da situação, o deputado distrital pontuou que medidas legais já foram adotadas por seu grupo político para responsabilizá-lo: “Nós entramos com uma notícia crime no Ministério Público pedindo a imediata prisão preventiva do Ibanês para que se preserve a investigação, a apuração e o bloqueio e o sequestro de todos os bens”.

Ao lamentar o impacto ao patrimônio público da capital, Magno concluiu: “O governador mais rico da história do Distrito Federal foi aquele que roubou um banco, que assaltou um banco público, patrimônio do Distrito Federal” O Papel de “Despachante de Luxo”

Mensagens telemáticas interceptadas pela Polícia Federal, extraídas do Inquérito n.º 5026 do Supremo Tribunal Federal (STF), revelam a comunicação direta entre Ibaneis Rocha e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo a notícia-crime, o ex-governador atuava como um “despachante de luxo”, monitorando e informando o banqueiro em tempo real sobre medidas estatais que visavam destravar a fraude bilionária.

A denúncia apresentada por Magno aponta dois episódios centrais que configuram o desvio de finalidade e o uso da máquina pública para interesses privados: 1.

Vazamento de Decisão Judicial Inédita Em 9 de maio de 2025, o Desembargador João Egmont assinou, às 19h55, uma decisão que derrubava a liminar que impedia a compra do Banco Master pelo BRB. Apenas seis minutos depois, às 20h01, Ibaneis Rocha telefonou para Daniel Vorcaro.

No dia seguinte, 10 de maio, o ex-governador enviou a íntegra da decisão judicial ao banqueiro via WhatsApp. O documento, no entanto, só foi tornado público no Diário de Justiça Eletrônico (DJEN) quatro dias depois, em 14 de maio.

2. Tramitação Recorde e Lei Sob Encomenda Em agosto de 2025, o Governo do Distrito Federal enviou à CLDF o Projeto de Lei nº 1.882/2025 para autorizar a compra do banco.

Aprovada pela base governista no dia 19, a tramitação para sanção ocorreu em velocidade incomum no dia 20 de agosto. Entre a assinatura do primeiro memorando e a sanção do governador, transcorreram apenas 2 horas e 19 minutos, passando por oito unidades administrativas.

Ibaneis assinou a lei às 12h55. O arquivo do Diário Oficial (DODF) foi gerado às 13h16.

Treze minutos depois, às 13h29, o ex-governador enviou a cópia do DODF diretamente ao WhatsApp de Vorcaro. Contradições e Pedidos de Medidas Cautelares

O documento assinado por Gabriel Magno destaca as contradições públicas de Ibaneis Rocha, que chegou a justificar o rombo bilionário como “excesso de confiança” de Paulo Henrique Costa e, posteriormente, negou em entrevistas ter discutido a compra do Banco Master em suas conversas com Vorcaro.

As mensagens interceptadas desmentem essa narrativa, provando que o tema central das interações era exatamente o andamento judicial e legislativo da operação. Diante do risco à instrução criminal, Magno requer que a PGR encaminhe ao STF os seguintes pedidos, em caráter de urgência:

Prisão Preventiva: Para garantir a ordem pública e econômica, evitando a destruição de provas e a coação de testemunhas, dada a influência contínua de Ibaneis sobre a máquina pública do DF. Bloqueio de Bens: Sequestro e indisponibilidade de bens móveis, imóveis e ativos financeiros via SISBAJUD, RENAJUD e CNIB, visando garantir a reparação dos danos bilionários causados ao BRB.

Busca e Apreensão: Nos endereços do ex-governador para recolher novos aparelhos telefônicos e documentos. Conexão ao Inquérito 5026: Inclusão imediata de Ibaneis Rocha nas investigações em curso sob a relatoria do Ministro André Mendonça, onde Vorcaro e Costa já tiveram suas prisões preventivas mantidas.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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