Menina de 13 anos conta sobre abusos para amigas na escola e padrasto é condenado por estupro em SC

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Abusos começaram em 2022, quando a criança tinha 10 anos, e duraram três anos no Alto Vale; menina alertou mãe sobre os abusos, mas não recebeu ajuda O padrasto de uma menina de 13 anos foi condenado por abusar sexualmente da enteada durante três anos no Alto Vale do Itajaí.

A mãe da criança também foi condenada, pois sabia dos abusos e não denunciou o caso. Os abusos começaram em 2022, quando a criança tinha 10 anos de idade.

A filha chegou a contar para a mãe o que acontecia, mas a mulher não fez nada, mesmo após tomar conhecimento. O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) denunciou o homem por estupro de vulnerável e a mãe por omissão imprópria.

Ambos foram condenados pela Justiça e a decisão foi divulgada na quarta-feira (4). O padrasto foi condenado a 32 anos e um mês de reclusão, enquanto a mãe recebeu pena de 15 anos, seis meses e 20 dias de reclusão por omissão imprópria.

A Justiça fixou indenização mínima por danos morais de R$ 20 mil a ser paga por cada condenado à vítima. Ambos poderão recorrer em liberdade, conforme estabelecido na sentença, desde que não estejam presos por outro motivo.

Segundo a denúncia do MPSC, os abusos começaram em 2022, na casa da família e na propriedade rural onde a família trabalhava. A menina contou que considerava o padrasto uma figura paterna, já que teve pouco contato com o pai biológico. Segundo o depoimento, o homem apresentava as primeiras aproximações como ensinamentos sobre a vida adulta, mas, com o tempo, passou a praticar atos cada vez mais invasivos.

A vítima contou à mãe o que estava acontecendo, mas não recebeu o apoio esperado. A mulher chegou a prometer que fugiria com a filha e os outros filhos que tinha com o condenado, mas não cumpriu a promessa.

De acordo com a sentença, a mãe tinha conhecimento dos abusos e condições de agir para proteger a adolescente, mas não afastou o companheiro nem acionou as autoridades. O caso chegou ao conhecimento da rede de proteção depois que a menina relatou os abusos a amigas na escola.

A direção da instituição tomou conhecimento da situação e o Conselho Tutelar, que estava no local para conversar com os alunos, também foi informado. A partir da intervenção dos órgãos competentes, a adolescente foi encaminhada para acolhimento aos 13 anos de idade.

Yasmim Eble é jornalista em formação e escreve para o portal ND Mais, na redação de Blumenau, de onde faz a cobertura dos acontecimentos mais relevantes do Vale do Itajaí. Produz conteúdos sobre segurança pública, trânsito, tempo, infraestrutura e mais, priorizando informações que impactam o dia a dia de quem mora em Blumenau, Pomerode, Indaial, Gaspar e região.

É estudante de jornalismo na Furb (Universidade Regional de Blumenau) e de Marketing pela Uniasselvi (Centro Universitário Leonardo da Vinci). Atua na comunicação desde 2021, com experiência em portais de notícias, assessoria de imprensa e comunicação interna em empresas.

Ficou em 2º lugar na etapa estadual de Santa Catarina do Prêmio Sebrae de Jornalismo, na categoria "Jornalismo em Texto". Acompanhou as eleições de 2022 e 2024 como repórter com foco na cobertura política e desdobramentos.

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