Médica é assassinada em bar no interior do Acre; vítima tinha medida protetiva e acionou botão do pânico

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Fonte da notícia: G1 G1

Médica é assassinada a tiros dentro de bar no interior do Acre; suspeito fugiu A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi assassinada a tiros dentro de um bar em Brasiléia, no interior do Acre, na noite dessa segunda-feira (2).

A vítima estava acompanhada de amigos quando um homem se aproximou e atirou duas vezes contra ela. O suspeito fugiu logo depois.

Imagens das câmeras de segurança do bar registraram o momento do assassinato. Nas gravações, o homem aparece usando capacete preto, com um boné vermelho por baixo, blusa azul-escura de mangas compridas e calça bege.

Ele se aproxima da mesa onde Elyne estava, saca uma arma e dispara duas vezes contra ela. (Assista acima)

📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Testemunhas que estavam na mesma mesa que Elyne contaram aos policiais que ela possuía uma medida protetiva contra um homem e que vinha relatando situações de ameaça.

Segundo os relatos, ele teria passado várias vezes pela rua onde fica o bar naquela ocasião. Ainda conforme as testemunhas, a vítima chegou a acionar o chamado botão do pânico, dispositivo de segurança utilizado por pessoas protegidas por medidas judiciais.

A central de monitoramento teria entrado em contato por telefone, mas não houve comparecimento de uma equipe ao estabelecimento. Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, é medica e foi morta a tiros em Brasiléia, no Acre

Reprodução De acordo com o registro da ocorrência, a Polícia Militar (PM-AC) foi acionada após o crime e encontrou a vítima caída no chão, com sangramento na região da cabeça.

Ela já aparentava estar sem sinais vitais. A morte foi constatada pela equipe de perícia que esteve no estabelecimento.

Uma das amigas que estava com Elyne relatou à polícia que, pouco antes do assassinato, um homem em uma motocicleta vermelha parou na esquina e, aparentemente, fotografou as pessoas que estavam à mesa. Depois, outro indivíduo se aproximou da vítima e efetuou os disparos.

Outra testemunha, que havia deixado o bar antes do crime, afirmou aos policiais que Elyne havia confidenciado estar sofrendo ameaças. Segundo ela, a vítima teria dito que um homem afirmava que 'de hoje ela não passava'.

O registro policial aponta que foram encontrados dois boletins de ocorrência envolvendo ameaças e descumprimento de medida protetiva relacionados à vítima e ao homem. Um deles foi registrado em 25 de agosto de 2026 e o outro em 11 de setembro deste ano.

Assassinato ocorreu na noite dessa segunda-feira (2), em Brasiléia Reprodução

Suspeito fugiu Após o crime, equipes policiais fizeram buscas para tentar localizar o autor dos disparos.

Durante as diligências, policiais encontraram um homem com características semelhantes às do suspeito no bairro Ferreira Silva, nas proximidades da Escola Socorro Frota. Ao perceber a aproximação da equipe, ele teria abandonado uma motocicleta e fugido a pé.

Durante a perseguição, ele teria efetuado disparos contra os policiais, que reagiram. Após a troca de tiros, o suspeito entrou em uma área de mata e não foi localizado, apesar das buscas realizadas nas proximidades.

A motocicleta deixada por ele foi encaminhada à delegacia. O corpo de Elyne foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos necessários.

A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher: (68) 99609-3901

(68) 99611-3224 (68) 99610-4372

(68) 99614-2935 Veja outras formas de denunciar:

Polícia Militar - 190: quando a criança está correndo risco imediato; Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes;

Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres; Qualquer delegacia de polícia;

Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420.

Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel. Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos.

A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa; Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência.

Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia; WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;

Ministério Público; Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

VÍDEOS: g1

Publicação Original G1 g1.globo.com
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