Mar, montanhas e vegetação fazem de Florianópolis o ‘cenário perfeito’ para treinamento da FAB, com 300 militares e oito aeronaves militares

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Exercício Carranca 2026 simula operações de busca e salvamento em ambientes terrestres e marítimos até 13 de novembro na Base Aérea de Florianópolis Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

A BAFL (Base Aérea de Florianópolis) recebeu, nesta quinta-feira (5), treinamentos da FAB (Força Aérea Brasileira) como parte do Exercício Operacional Carranca 2026. A escolha de Florianópolis para as simulações não foi por acaso.

A diversidade geográfica da Capital catarinense permite reproduzir diferentes cenários de busca e salvamento, preparando os militares para atuar em condições variadas, tanto em ambientes terrestres quanto marítimos. O chefe da Divisão de Busca e Salvamento, major aviador Victor Hugo Sfredo Saraiva, explica que as características naturais da cidade oferecem condições favoráveis para o treinamento, já que reúnem diferentes tipos de terrenos e vegetação em uma mesma região.

Segundo o major, essa diversidade amplia a experiência das tripulações e oferece mais recursos para enfrentar operações de resgate em locais de maior complexidade. “Florianópolis tem uma característica bem peculiar.

Montanhas, mar, vegetação aqui próximo. Então, uma busca em região montanhosa com vegetação é uma busca desafiadora.

E, ao mesmo tempo, a gente tem a facilidade de realizar buscas em ambiente marítimo”, explica. O treinamento segue até 13 de novembro e tem como objetivo aprimorar o preparo das tripulações e das equipes envolvidas nas operações, padronizar procedimentos e fortalecer a integração entre aeronaves, unidades operacionais e centros responsáveis pela coordenação das missões.

Ao todo, cerca de 300 militares e oito aeronaves participam das atividades, que simulam operações de busca e salvamento em ambientes terrestres e marítimos, no âmbito do SISSAR (Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico). As simulações ocorrem durante o dia e incluem cenários semelhantes aos de ocorrências reais, como a localização e o resgate de sobreviventes em terra e no mar.

Além dos militares brasileiros, representantes dos Estados Unidos, do Canadá e de países do Caribe e da América do Sul acompanham as atividades como observadores. A participação internacional amplia o intercâmbio de experiências e a troca de conhecimentos sobre procedimentos e práticas de busca e salvamento.

Militares realizam treinamento de salvamento em alto mar na BAFLVídeo: Sarah Pretto/ND Mais Sarah Pretto é jornalista em formação e faz parte do Núcleo de Santa Catarina do ND Mais, integrando a redação do portal em Florianópolis e atuando na cobertura dos principais assuntos de interesse dos catarinenses e moradores da Grande Florianópolis.

Atenta ao cotidiano da região, escreve sobre segurança pública, tempo, cultura e mais. É graduanda na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e iniciou a trajetória na comunicação produzindo conteúdo universitário e laboratorial.

Destaca-se por premiações no Expojor UFSC, com relevância em reportagens multimídia de áudio, texto e vídeo. Leia mais ▾

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