Grupo usava catálogo ‘sem limite de go****’ no Whatsapp para aplicar golpes com falsa garota de programa

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Golpistas usavam o perfil 'Ruiva On Line', uma falsa garota de programa para atrair clientes, cobrar pagamentos antecipados e fazer ameaças envolvendo uma suposta facção criminosa Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

Um grupo investigado por aplicar golpes no Lago Norte (DF), utilizava um catálogo com ofertas de vídeos e chamadas sexuais por até R$ 900. Nas mensagens, os suspeitos anunciavam um serviço atribuído a uma falsa garota de programa, identificada pelo perfil “Ruiva On Line”, e prometiam conteúdo “sem frescuras” e “sem limite de gozada”.

O grupo também oferecia chamadas de vídeo de 20 minutos por R$ 75 e vídeos de sexo de 30 minutos por R$ 150. A investigação foi alvo de uma operação da PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) nesta quinta-feira (5).

Uma das conversas analisadas mostra que o contato começava com perguntas sobre a idade da suposta mulher. O perfil era utilizado para despertar o interesse dos clientes e iniciar as negociações com a falsa garota de programa.

A operação, conduzida pela 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte), com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais, cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou medidas de bloqueio de bens contra três investigados. Os suspeitos foram identificados em Montes Claros (MG) e poderão responder por estelionato, extorsão e associação criminosa.

O esquema começava com anúncios na internet de uma mulher apresentada como “Ruiva On Line”. Depois que a vítima demonstrava interesse e combinava um encontro em um endereço no Lago Norte, os criminosos exigiam um pagamento antecipado para liberar o acesso.

Mesmo após o primeiro depósito, novas cobranças eram apresentadas. Entre as justificativas estava a suposta necessidade de comprar produtos relacionados ao programa.

O encontro, porém, nunca acontecia. Quando a vítima percebia o golpe e tentava interromper os pagamentos, começavam as ameaças.

Os suspeitos diziam integrar uma facção criminosa e afirmavam que a pessoa poderia ser incluída em uma suposta “lista do crime organizado” caso não realizasse novos depósitos. Assim, o golpe inicialmente baseado em estelionato evoluía para a extorsão, com intimidações utilizadas para conseguir ainda mais dinheiro.

A investigação começou depois do registro de uma das ocorrência da falsa garota de programa. Os policiais analisaram conversas entre os envolvidos, rastrearam transações financeiras e identificaram os terminais utilizados nos contatos.

Com essas informações, a equipe chegou aos três investigados. A operação foi denominada “Ruiva Fake” e teve como alvo o grupo suspeito de utilizar o perfil falso para atrair vítimas e obter dinheiro por meio de cobranças e ameaças.

Guilherme Xavier é repórter no Núcleo Nacional do portal ND Mais, onde acompanha assuntos de relevância no Brasil e no mundo, incluindo casos de segurança pública, destaques da economia e da saúde e outros temas. Estudante de Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, atua na área desde 2023 e tem experiência em redação multimídia e produção de conteúdo.

Trabalhou em portal de notícias, televisão e setor público, participando da cobertura de eventos culturais. Monitora as atualizações do cenário político nacional e também participa da cobertura das Eleições 2026 pelo ND Mais.

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