Monumento que se tornou um dos maiores símbolos dos Estados Unidos atravessou o oceano desmontado e nasceu de uma ideia ligada à amizade entre dois países Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Erguida sobre uma ilha diante de Nova York e reconhecida em todo o mundo como um dos principais símbolos dos Estados Unidos, a Estátua da Liberdade guarda uma história que começou do outro lado do Atlântico. Apesar da ligação imediata com os Estados Unidos, o monumento foi um presente da França aos norte-americanos e nasceu a milhares de quilômetros do local onde se tornou famoso, chegando a cruzar o oceano.
A ideia surgiu na segunda metade do século XIX, em um período marcado pela valorização dos ideais de liberdade e democracia. A proposta era criar um monumento que celebrasse a amizade entre França e Estados Unidos e lembrasse os princípios defendidos pela independência americana.
A escultura foi projetada pelo francês Frédéric Auguste Bartholdi. Para transformar a gigantesca obra em realidade, ele contou com a colaboração do engenheiro Gustave Eiffel, o mesmo nome que mais tarde ficaria mundialmente conhecido pela Torre Eiffel, em Paris.
Eiffel ajudou a desenvolver a estrutura interna que permitiria que a enorme escultura resistisse ao vento e permanecesse de pé. A figura representa Libertas, a deusa romana da liberdade.
Na mão direita, ela segura uma tocha, enquanto a esquerda carrega uma tábua com a data da Declaração de Independência dos Estados Unidos: 4 de julho de 1776. Aos pés da estátua, há ainda correntes quebradas, um detalhe muitas vezes ignorado por quem observa o monumento de longe e que representa a libertação da opressão.
Depois de construída na França, a Estátua da Liberdade precisou enfrentar uma viagem incomum até os Estados Unidos. A gigantesca estrutura foi desmontada em centenas de peças e enviada de navio através do Oceano Atlântico.
Já em território americano, ela foi novamente montada sobre um pedestal na então chamada Ilha Bedloe, hoje conhecida como Liberty Island. A inauguração ocorreu em 28 de outubro de 1886, diante de uma grande celebração em Nova York.
Uma das histórias mais conhecidas envolvendo Bartholdi é que o escultor havia pensado anteriormente em uma obra monumental para o Egito, na entrada do Canal de Suez. O projeto não avançou, mas a ideia de criar uma enorme figura feminina segurando uma luz ajudou a influenciar o conceito que, anos depois, daria origem à Estátua da Liberdade.
Assim, antes de se transformar no monumento que passou a representar Nova York e os Estados Unidos, o conceito de uma gigantesca figura iluminando a entrada de um importante ponto de passagem já havia surgido em outro contexto e continente. Com o passar das décadas, a Estátua da Liberdade deixou de representar apenas a amizade entre França e Estados Unidos.
Para milhões de imigrantes que chegavam ao país pelo porto de Nova York, a imagem da estátua se tornou um dos primeiros símbolos vistos ao se aproximarem de uma nova vida. A tocha levantada sobre o horizonte passou, então, a ganhar um significado ainda mais profundo: esperança, liberdade e a promessa de um recomeço.
Brenda Bittencourt é editora-chefe do portal ND Mais na redação de Blumenau, onde coordena a equipe focada no Vale de Itajaí e Alto Vale de Santa Catarina. Jornalista, formada pela Furb (Universidade Regional de Blumenau), atua na área desde 2015 cobrindo assuntos que envolvem a infraestrutura da região, segurança, impactos econômicos e notícias que impactam os moradores.
Tem trajetória consolidada em projetos multimídia, publicações impressas e produções para TV. Participou de ação que levava o ensino do jornalismo e letramento digital para escolas de Blumenau e colaborou com programa em rádio comunitária.
Possui especializações em SEO e estratégias digitais e performance pela ESPM. Atuou como repórter nas Eleições 2020 e 2022 no Vale do Itajaí, e participou do núcleo estratégico de SEO e distribuição de conteúdos eleitorais.
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