Magda diz que Petrobras não fará aporte sozinha na Braskem

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Petrobras não fará um aporte sozinha na Braskem, pois não pretende assumir o controle da gigante da indústria petroquímica, afirmou nesta quinta-feira a presidente da estatal, Magda Chambriard.

Inversão: Fundos para empresas em crise já somam R$ 17 bi e superam recursos para negócios em expansão Proposta: IG4 prepara oferta firme pelo controle da Raízen Em abril, a gestora IG4 Capital, especializada em reestruturação de empresas, assumiu o controle da petroquímica, no lugar da Novonor, novo nome da antiga construtora Odebrecht. A Petrobras seguiu com 47% de participação na Braskem, e um novo acordo de acionistas garantiu maior participação da petroleira na gestão operacional da empresa. A IG4 Capital ficou à frente da gestão financeira e, portanto, da renegociação da dívida bilionária. Em agosto, a Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial, envolvendo US$ 11 bilhões em dívidas, após os novos donos chegarem a um acordo com credores que detêm quase 40% desse montante. Da Lava-Jato a Maceió: o que levou a Braskem à recuperação extrajudicial Mesmo assim, desde abril, as negociações entre os executivos da IG4 Capital e os credores têm sido duras. Os detentores das dívidas lutam para minimizar suas perdas. E cobram maior participação, com aportes, dos acionistas, a IG4 Capital e a Petrobras — a cobrança seria por uma injeção de US$ 3 bilhões por parte dos acionistas, segundo disse à agência Bloomberg News, no início desta semana, uma fonte que não quis se identificar. Por isso, Magda foi questionada sobre eventual aporte da Petrobras na petroquímica, ao deixar a ROG.e (antiga Rio Oil & Gas), o maior evento da indústria petrolífera do país, no Rio, onde participou de uma mesa-redonda no início da tarde desta quinta-feira. — Não está no nosso escopo estatizar a Braskem. Portanto, não está no nosso escopo ultrapassar 50% (de participação acionária) na Braskem. Em termos de ações com direito ao voto, já temos cerca de 47%. Então, ampliar a nossa participação não está no nosso horizonte. Portanto, não há o que falar em Petrobras aportar recursos sem falar em parceiros em geral, acionistas em geral, aportarem recursos — respondeu Magda. Aporte de recursos: Quem é a IG4 Capital, controladora da Braskem que 'gosta de problemas' e tenta tirar a empresa da crise Num processo de renegociação de dívidas e reestruturação, como o que está em curso na Braskem, é normal que os credores aceitem trocar parte da dívida que não vão receber em ações. A lógica é que o credor abre mão de receber a dívida em troca da valorização das ações e da distribuição do lucro quando a reestruturação der resultado positivo. A troca de dívida por ações tende a reduzir a fatia dos acionistas da empresa em crise. Se eles aportam capital novo na companhia reestruturada, essa participação acionária volta a subir. O receio da Petrobras, portanto, é que, no redesenho da composição acionária da Braskem, ela saia como a principal acionista.

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