A prefeitura do departamento do Rhône anunciou nesta quinta-feira (22) que proíbe 'qualquer manifestação' neste sábado (24) em Lyon, após a violência e os saques ocorridos nas mobilizações de sábado, 17 de outubro, no centro da cidade, anunciou o órgão. 'Diante da convocação para mobilização que está circulando e considerando os eventos do último dia 17 de outubro, o prefeito tomou a decisão de proibir, por meio de decretos, qualquer manifestação na cidade de Lyon neste sábado, 24 de outubro', informou a prefeitura à imprensa, sem fornecer mais detalhes por ora. Em meio a isso, o ministro Delegado do Ministério do Interior, Jean-Didier Berger, anunciou à BFMTV que o número de agentes da lei será '20% maior' do que em 17 de outubro. Segundo ele, algumas férias foram canceladas de agentes e 'convocamos de volta pessoas que deveriam estar de férias, mas não estarão'. Ele também indicou que, no sábado, armas intermediárias como LBDs (lançadores de defesa menos letais) e granadas de efeito moral 'poderão ser usadas'. O destacamento policial para as novas manifestações previstas para sábado 'será massivo', anunciou Sébastien Lecornu, premiê do país, perante a Assembleia Nacional, reconhecendo que o destacamento de 17 de outubro foi 'muito estático e pouco dinâmico'. 'O Ministro do Interior já deu instruções às prefeituras', acrescentou o Primeiro-Ministro, em resposta ao presidente do grupo Les Démocrates, Marc Fesneau. O prefeito de polícia de Paris, Patrice Faure, enviou uma carta na quarta-feira a autoridades parisienses, instando-as a transmitir uma série de recomendações inéditas aos estabelecimentos comerciais em seus distritos.
Faure recomenda que as empresas localizadas nos percursos da corrida ou em suas proximidades 'reforcem sua segurança' contratando seguranças privados, possivelmente com unidades caninas, e verificando seus sistemas de alarme. Após fala de Trump, Macron chama de 'estúpidos' comentários de outros líderes sobre protestos na França Presidente da França, Emmanuel Macron, em visita ao Chipre. GONZALO FUENTES / POOL / AFP O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou duramente os comentários na qual chamou de 'inaceitáveis' e 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre os protestos e tumultos na França, os acusando de 'fazer campanha às nossas custas'. Em declarações à imprensa em Doha, Macron, visivelmente irritado, disse estar frustrado com a 'manipulação visível de informações' sobre os acontecimentos na França, 'que foram inaceitáveis e estúpidas por parte de muitos, inclusive de líderes estrangeiros'. 'Por exemplo, vimos imagens geradas por inteligência artificial retratando cenas que nunca ocorreram na França. Algumas pessoas chegaram a afirmar que fomos invadidos por hordas de imigrantes e islamitas – o que é completamente falso'. O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu isso explicitamente e repetidamente, e vários líderes da UE disseram coisas semelhantes, ligando os protestos à migração, incluindo Péter Magyar, da Hungria, e Donald Tusk, da Polônia. Trump disse que a culpa era de 'comunistas e imigrantes' pelas manifestações violentas, com brigas contra policiais. Macron disse estar particularmente irritado com líderes políticos, 'seja na nossa região ou do outro lado do Atlântico, que ingenuamente repetem afirmações geradas por inteligência artificial ou ecoam narrativas que certos círculos propagam... é evidente que estão fazendo campanha às nossas custas'. Ele disse que esses comentários 'revelam quem ama a França e quem não ama'. Macron afirmou que se reunirá com ministros e autoridades de inteligência em seu retorno na quinta-feira (22) para obter um 'relato detalhado' do ocorrido e dos preparativos para os protestos deste fim de semana. Confronto entre manifestantes e policiais em Marselha, na França. Thibaud Moritz/AFP
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