Lula reeleito e juros altos: presidente da Sabesp diz o que muda para a universalização

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Carlos Piani diz que contrato de 35 anos atravessa cerca de oito governos e que juros altos não impediram investimentos; companhia captou mais de R$ 32 bilhões em dois anos Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O presidente da Sabesp, Carlos Piani, afirmou nesta quarta-feira (4) que nem as eleições ou os juros altos alteram o cronograma de universalização do saneamento em São Paulo. Questionado pela coluna em entrevista coletiva no Seminário LIDE Infraestrutura e Saneamento, na Casa LIDE, sobre os efeitos da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e do custo do crédito, o executivo lembrou que a concessão é de longo prazo.

“O nosso contrato de concessão é de 35 anos. Então, o que está contratado são oito mudanças de governo, aproximadamente”, afirmou Piani, estimando que existe certa previsibilidade no planejamento da companhia.

Carlos Piani reconheceu que o cenário de juros pesa sobre o setor. “Passamos por um momento de juros mais altos, isso é uma dificuldade para todas as empresas de infraestrutura, mas até o momento isso não tem sido uma barreira para a Sabesp alcançar os seus investimentos.”

Segundo ele, a companhia captou mais de R$ 32 bilhões no mercado nos últimos dois anos. “O mercado tem suportado o nosso plano de investimento e acho que temos uma estrutura de capital adequada para fazer os investimentos.

Se o juro for mais baixo, auxilia. Mas se não, daremos o jeito e vamos chegar lá do mesmo jeito.”

A Sabesp investiu R$ 15,2 bilhões em 2025 e projeta cerca de R$ 20 bilhões em 2026. A meta fixada no contrato de privatização é universalizar água e esgoto até 2029, quatro anos antes do prazo do Marco Legal do Saneamento.

“Então temos confiança que chegaremos lá no prazo pactuado, que é 2029.” O desafio cresce a partir do próximo ano, quando o cumprimento das metas passa a ser verificado cidade a cidade.

“A partir do ano que vem, essa medição será por município em cada um dos 371 municípios, o que torna mais desafiadora essa nossa execução, mas temos, como eu falei, convicção que temos um bom plano e a execução está a contento para a gente alcançar esse objetivo no ano que vem também.”

Piani citou ainda a Baixada Santista, região que classificou como historicamente carente de investimentos, onde a companhia prevê entregar quatro reservatórios até o fim do ano.

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