Luiz Martins tem a candidatura validada retotalização pode mudar eleitos na Alerj

Luiz Martins tem a candidatura validada retotalização pode mudar eleitos na Alerj - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O ex-deputado estadual Luiz Martins (PSDB) teve a candidatura a deputado estadual validada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). A decisão favorável pode mudar a lista de parlamentares eleitos na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), já que serão contabilizados os mais de 24,6 mil votos que Martins recebeu. A retotalização só será feita, segundo a Corte, após a análise dos recursos de outros candidatos que concorreram sob judice, como João Drumond (PRD), que obteve 55,7 mil votos, e Renato Machado (PT), com 48, 3 mil votos. Oposição a Ruas começa a se organizar na Alerj, mas tamanho dependerá da eleição de Lula ou Flávio Bolsonaro PF encontra conexões entre cartel de postos de combustíveis no Rio e empresas associadas ao PCC investigadas na Carbono Oculto O Ministério Público Eleitoral (MPE) pedia a impugnação da candidatura baseado nas acusações de Martins da operação Furna da Onça em que ele foi acusado de corrupção passiva. Como o caso ainda tramita na Justiça, a defesa do ex-deputado alegou que não há impedimento para a elegibilidade dele. Outro ponto debatido na Corte foi é uma lista de 28 processos criminais encontramos no nome de Luiz Martins, mas que a defesa afirma serem de pessoas homonimas. Como é calculado o número de vagas Ao contrário da eleição de presidente, governador e prefeito, nem sempre os candidatos com maior número de votos a deputados são eleitos. O pleito para parlamentares estaduais e federais seguem o modelo de proporcionalidade. Ou seja, primeiro é contabilizado quais foram os partidos vencedores, para depois distribuir as vagas entre os mais votados de cada sigla ou federação.

Para o cálculo é contabilizado o quociente eleitoral, definido pela soma do número de votos válidos os nominais de cada candidato somados os de cada partido. A quantidade é dividida pelo número de cadeiras de cada parlamento, no caso da Alerj são 70 vagas. Apenas partidos isolados e coligações que atingem o quociente eleitoral têm direito a alguma vaga. Atualmente esse número é de 121.135 votos para uma das vagas no parlamento fluminense.

Então é calculado o quociente partidário, resultado do número de votos válidos obtidos pelo partido ou coligação dividido pelo quociente eleitoral. O saldo da conta corresponde ao número de cadeiras a serem ocupadas por sigla.

A contabilização dos votos de Luiz Martins e a possibilidade da inclusão dos resultados de outros candidatos pode mudar esse cálculo e alterar o número de cadeiras obtidas por cada partido. O PL, do governador eleito Douglas Ruas, elegeu a maior bancada, com 21 deputados. PT e PSD obtiveram 9 cadeiras cada fecham o ranking de maiores partidos eleitos para a próxima legislatura na Alerj.

O PSDB, de Luiz Martins, foi às urnas federado com o Cidadania. Ambos somam 221,6 mil votos, alcançando, até o momento, uma cadeira na Alerj. A contabilização do resultado de Luiz Martins deve dar mais uma vaga ao partido.

— A notícia foi muito boa. Estou preparado para assumir o mandato. Infelizmente muitos ainda deixaram de votar em mim por concorrer sob judice — comemorou Luiz Martins.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio, a nova retotalização ainda será agendada, "considerando que ainda há outros processos relacionados a registros de candidatura em tramitação na Justiça Eleitoral".

Dois desses candidatos tiveram votações expressivas. João Drummond (PRD), neto do contraventor Luizinho Drummond, teve registro rejeitado pelo TRE e aguarda julgamento pelo TSE. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pede o indeferimento da candidatura por ligações dele com a contravenção. O deputado estadual Renato Machado (PT), também recorre em Brasília e é acusado pelo MPE de ser "líder do núcleo político e mentor intelectual” de uma organização criminosa.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo