O líder da bancada de oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto (PL), protestou contra a intimação da Polícia Federal ao senador e ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), para entrega de seu passaporte. Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF.
O primeiro é relacionado a pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse e o segundo é para apurar lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Em nota, o político insinua que o caso tem relação com o resultado das eleições e que representa uma "perda de direitos fundamentais" pelo exercício de oposição.
Flávio perdeu as eleições presidenciais, depois de uma virada no segundo turno, para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, alega que a medida é grave e que são necessárias instituições "que transmitam segurança jurídica, não que alimentem a percepção de que adversários políticos podem ser submetidos a restrições excepcionais após uma disputa eleitoral."
O deputado exige esclarecimentos públicos sobre as razões para a medida e provas concretas a respeito da saída do país de Flávio Bolsonaro. Ele alega ainda que a bancada de oposição irá acompanhar os desdobramentos do caso e adotar as medidas cabíveis.
Na manhã desta segunda, 26, a Polícia Federal intimou Flávio Bolsonaro a entregar o passaporte. Flávio estava saindo da casa onde o pai, Jair Bolsonaro, ex-presidente, cumpre pena em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e outros crimes.
Segundo Flávio, a determinação é do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que teria tomado a decisão com base em fala de Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, para um podcast estadunidense na sexta-feira anterior à eleição. Na transmissão, Eduardo defende que Flávio deixe o País caso perca as eleições.
O Liberal