Latam reforça defesa de que fim da 6X1 tem de respeitar regras de tripulantes, diz CEO no Brasil

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier, disse que a empresa ainda espera que o fim da escala 6x1 leve em consideração as especificidades de algumas categorias, como é o caso dos aeronautas. O fim da 6x1 deve valer a partir do dia 16 de dezembro.

Hoje, a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo (Abesata) e o Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo (Sineata) divulgaram uma carta projetando impacto negativo na alta temporada. As associações apontaram estudos que projetam um crescimento de 23,9% no custo das empresas com as novas regras.

“Temos de lembrar que aviação é 24/7. E há muitos anos a gente tem um regime especial de horas de trabalho e descanso para os tripulantes.

Ele é negociado há mais de décadas e é comparável com horas de trabalho na Europa e Estados Unidos. Aqui, a gente continua acreditando que a 6x1, sendo boa para o país, tem de respeitar algumas regras específicas e tripulantes é uma delas”, disse o executivo, durante teleconferência com jornalistas, apontando esperar um desfecho favorável nas próximas semanas.

No lado do pessoal de solo, o executivo disse que os ajustes vão ser necessários. Hoje, uma grande parte da equipe da Latam trabalha 5x1, o que precisaria de adaptação.

Além disso, há funcionários terceirizados que vão ter de ter escalas ajustadas. Sobre os resultados da Latam, Cadier apontou números fortes no trimestre, mesmo diante de um combustível ainda caro.

“A gente continua se comprometendo a esse plano de frota. Não eliminamos nenhuma base.

Nossa previsão de recebimento do E2 [a empresa deve receber a terceira aeronave amanhã] e do A320 continua igual. E minha posição é que vamos fazer ajustes pontuais na nossa malha, não radicais”, disse.

O executivo destacou ainda uma preocupação com a reforma tributária, que começa a ter efeito no ano que vem. A estimativa é de aumento nos tributos para as aéreas.

“O combustível continua uma variável bastante relevante. A crise não vai embora tão cedo.

Os preços vão continuar altos. E essa vai ser a tônica para 2027 também”, disse.

Jerome Cadier Silvia Zamboni/Valor

Publicação Original Valor valor.globo.com
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