O homem conhecido como “ladrão da Sahara vermelha”, suspeito de uma série de roubos de celulares em bairros da Zona Sul do Rio, foi preso em flagrante na quinta-feira (15), no Leblon. A confirmação foi feita pelo delegado Alexandre Netto, titular da 14ª DP (Leblon).
Conhecido também pelo apelido de “Mega”, o suspeito é apontado pela Polícia Civil como integrante de uma organização criminosa vinculada à facção Terceiro Comando Puro (TCP), com atuação em roubos e furtos na região. Unidade de conservação: Nova reserva marinha vai proteger área entre o Recreio e Barra de Guaratiba
Outubro Rosa: Fim de semana tem eventos gratuitos no Rio e em Niterói, com dança, pilates e rodas de conversa A prisão foi realizada por policiais civis da 14ª DP, em ação integrada com agentes do 23º BPM, na Avenida Ataulfo de Paiva, esquina com a Rua Rainha Guilhermina.
Segundo o delegado, o suspeito foi localizado e abordado enquanto conduzia uma motocicleta vermelha, modelo Honda Sahara, de placa TUP9D23. “Ladrão da Sahara vermelha”: Suspeito de série de roubos de celulares na Zona Sul é preso
A prisão acontece após denúncias que ganharam repercussão nas redes sociais, nas quais moradores e vítimas relatavam roubos de celulares atribuídos a um motociclista em bairros como Ipanema, Leblon e Copacabana. A moto vermelha, uma Honda Sahara, era uma das principais características usadas para associar os casos e deu origem ao apelido pelo qual o suspeito ficou conhecido.
'Modus operandi' ficou conhecido O “ladrão da Sahara vermelha”, segundo os relatos, se aproximava das vítimas, dava-lhes um tapa na mão para arrancar o celular e fugia rapidamente.
Um dos episódios ocorreu há cerca de um mês, no cruzamento da Avenida Visconde de Pirajá com a Rua Aníbal de Mendonça, em Ipanema. Na ocasião, segundo relatos divulgados nas redes sociais, o motociclista teria abordado uma vítima por volta das 15h, arrancado o celular de sua mão e fugido em direção à Lagoa.
Um vídeo publicado nas redes sociais mostrou um motorista seguindo o homem que estaria envolvido no roubo e afirmando que o suspeito havia sido filmado levando um aparelho. Na gravação, o motociclista nega participação em ações criminosas e deixa o local.
Ligação com TCP De acordo com a Polícia Civil, o investigado exerceria a função de “batedor” dentro de uma organização criminosa.
Nesse papel, seria responsável por reconhecer áreas, observar a movimentação policial e identificar possíveis vítimas, contribuindo para a atuação dos demais integrantes do grupo. Além dessa função, o suspeito também é apontado pelos investigadores como participante direto de roubos e furtos praticados na Zona Sul.
Segundo a Polícia Civil, há registros e imagens de ações atribuídas a ele, inclusive materiais divulgados em redes sociais. A prisão em flagrante foi realizada por suspeita de participação em organização criminosa, com base em informações de inteligência e investigações conduzidas pela 14ª DP (Leblon) e pela 6ª DP (Cidade Nova).
Segundo a Polícia Civil, o suspeito é investigado por ligação com um grupo criminoso oriundo do Complexo do São Carlos, apontado como responsável por roubos e furtos na Zona Sul do Rio. O trabalho conjunto das duas delegacias permitiu, segundo a Polícia Civil, relacionar o investigado a outros integrantes da organização, entre eles Alexandre Bento Nunes, apontado como um de seus líderes.
Nunes é investigado por possível participação em uma tentativa de latrocínio contra um policial militar na região do Leblon, conforme informações da corporação. Outro nome citado nas investigações é Thiago Américo do Livramento, conhecido como “Cocão”, apontado pela polícia como liderança vinculada ao TCP e integrante do núcleo de receptação, responsável, segundo os investigadores, pelo recebimento e escoamento de celulares roubados.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria uma divisão de tarefas, entre responsáveis pelo monitoramento de áreas, pela execução de roubos e furtos, pela receptação dos produtos subtraídos e pela realização de fraudes financeiras. A 6ª DP e a 14ª DP prosseguem com as diligências para identificar outros integrantes da organização e esclarecer a participação individual dos investigados nos crimes patrimoniais, na receptação e na comercialização dos bens subtraídos.
O Globo