Postar foto do QR Code causa ingresso clonado em rede social e barra entrada O ingresso clonado em rede social vira um pesadelo na porta do show quando a empolgação de postar a foto do QR Code toma conta.
A barra da catraca trava e o prejuízo fica todo com quem comprou o bilhete para a festa. Muitas pessoas postam a imagem do bilhete no perfil para comemorar, mas esquecem do risco de deixar os dados abertos.
Golpistas de plantão usam o código exposto na tela para duplicar o acesso em questão de minutos na internet. Na hora do evento, o sistema aceita só a primeira leitura na catraca.
Se o fraudador entrar minutos antes de você no local, o leitor acusa uso duplicado e invalida a sua entrada na hora do show. A responsabilidade recai direto sobre o comprador que compartilhou a imagem do documento nas redes.
As empresas de ingressos e produtoras ficam isentas de pagar qualquer valor de volta para a vítima do golpe. Confira os detalhes sobre como a legislação brasileira avalia essa situação no evento:
O Código de Defesa do Consumidor, no artigo 14, protege quem compra contra falhas no sistema da empresa. Porém, quando o próprio cliente publica o código de barras, a regra muda para culpa exclusiva do consumidor, no caso.
A empresa não cometeu erro de segurança no banco de dados se a foto saiu da sua conta pessoal. Por isso, a Justiça libera a produtora da obrigação de devolver o dinheiro do ingresso ou liberar o seu acesso ao show.
Abaixo está o comparativo das situações na hora de pedir a devolução do dinheiro. Se você quer muito mostrar a conquista para os amigos, esconda todos os dados sensíveis da imagem antes de publicar.
Cobrir o código de barras, o QR Code e o número do pedido com figurinhas garante a sua segurança no dia. Guardar o arquivo com cuidado evita que o seu momento de diversão termine na porta do estádio.
Afinal, um post não vale a perda do show e de centenas de reais jogados no lixo de bobeira.
O Antogonista