Aeroporto de Kansai afunda no mar e desafia a engenharia no Japão O aeroporto de Kansai afunda no mar um pouco mais a cada dia e exige um esforço gigante da engenharia japonesa para continuar de pé no meio do oceano.
A obra custou uma fortuna e agora luta contra a própria natureza. A estrutura foi erguida em uma ilha artificial feita com 21 milhões de metros cúbicos de terra no meio da baía.
O solo do fundo do oceano é super macio e mole, o que faz todo esse peso empurrar a terra para baixo sem parar. Os engenheiros já sabiam que o terreno ia ceder um pouco com o tempo por conta do peso da obra.
O problema real é que a velocidade do rebaixamento ultrapassou as previsões iniciais no planejamento. O vídeo abaixo do canal Construction Time vai te mostrar como funciona esta estrutura:
A equipe de manutenção usa milhares de macacos hidráulicos posicionados embaixo dos prédios do complexo. Esse sistema de calços permite erguer a estrutura com precisão milimétrica sempre que um lado cede mais que o outro.
Acompanhe alguns dos métodos adotados na rotina do terminal: Manter esse gigante flutuando exige um investimento constante e bilionário das empresas responsáveis.
As equipes precisam trabalhar durante 24h por dia para evitar que a água alcance as pistas de pouso do local. Qualquer falha nas bombas de drenagem pode alagar os galpões de carga e paralisar dezenas de voos na Ásia.
O valor gasto na manutenção serve para salvar bilhões já investidos na base da ilha. Além da queda constante no solo, o terminal sofre bastante com eventos climáticos extremos na região.
Fortes tufões já provocaram ressacas violentas que cobriram as pistas e quebraram a ponte de acesso principal. Confira os dados do impacto das forças naturais no terminal asiático.
Os técnicos garantem que o ritmo do rebaixamento ficou mais lento nos últimos anos. As reformas preventivas continuam a todo vapor para estender a vida útil do piso por muitas décadas.
Mesmo com todo o gasto envolvido, a ilha segue como uma das maiores obras da história da aviação mundial. A luta entre a tecnologia do homem e a força do oceano continua no cotidiano desse local incrível.
O Antogonista